08.02.2015 | 01h10


HERANÇA DE SILVAL & CIA

Taques revela escândalos do VLT e das obras da Copa nesta segunda-feira

Esses empreendimentos, entre eles o VLT, têm sido associados a uma série de irregularidades pelo MPE, inclusive com pagamentos de propinas


DA REDAÇÃO

O Governo do Estado apresenta nesta segunda-feira (9) o relatório do VLT e das demais obras da Copa do Mundo da Fifa.

Esses empreendimentos, negociados e iniciados na gestão anterior, de Silval Barbosa (PMDB), nos últimos 4 anos, têm sido ligados a uma série de irregularidades, entre elas superfaturamento e tráfico de influência e suspeitas de pagamento de propina a membros do governo. 

As obras têm apresentado também problemas técnicos, como informou o Conselho Regional de Engenharia (Crea), durante todo o período pré-Copa, além de acabamento precário.

A audiência, que deve render por todo o dia, será aberta ao público, com início previsto para as 9 horas, no auditório da extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), onde atualmente funciona a Secretaria de Projetos Estratégicos.

Na abertura do ano legislativo, dia 2 de fevereiro, o governador Pedro Taques adiantou à imprensa que “o VLT será o maior escândalo do Estado”. Depois disso, o assunto vem sendo tratado com sigilo.

Na primeira sessão da Assembleia Legislativa este ano, Taques destacou que: “Faremos uma audiência pública para mostrar o que fizeram com o VLT. Falaremos do futuro, mas não vamos esquecer do passado”.

Assim que tomou posse, Taques mandou fazer uma auditoria completa em todas as obras da Copa, uma vez que maior parte delas não está pronta ou, se está, apresenta problemas e pendências.

É o caso do Viaduto da Sefaz, na avenida do CPA, que foi entregue em fevereiro do ano passado, mas cinco meses depois teve que ser interditado, mediante a identificação de uma rachadura na pista. Os reparos para garantir a segurança da estrutura ainda estão sendo feitos.

O viaduto da Sefaz é um dos seis elevados construídos para interligação do VLT. Destes, estão prontos e liberados os viadutos da UFMT e da MT 040. Também está pronto o viaduto do Aeroporto, mas este é somente ferroviário, ou seja, somente para passagem dos vagões.  Ainda não estão finalizados outros dois viadutos: da Beira Rio e o alargamento do viaduto da avenida Miguel Sutil.

Ao todo, 13 obras fazem parte do complexo do VLT. Além dos viadutos, três trincheiras, sendo que apenas uma está pronta, e três pontes, nenhuma delas finalizada.

Das 12 estações de energia previstas para os 22 quilômetros de trilhos, só cinco estão sendo construídas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá. O VLT é movido à energia, daí a necessidade dessas estações de abastecimento.

Outra pendência são as estações de embarque e desembarque. Das 36 previstas, somente uma está pronta, a do Aeroporto Marechal.

Dos 22 quilômetros de trilhos, até o final de 2014, somente 3 quilômetros havia sido instalados. Devido a essa demora em dar andamento aos trabalhos, conforme informou o RepórterMT , populares começaram a furtar pedaços de trilho, que é feito de aço, material que tem valor de mercado.

A extinta Secopa, na ocasião, mandou recolher os trilhos e levá-los para o Centro de Manutenção do VLT, que fica próximo ao Aeroporto em Várzea Grande.

Neste Centro de Manutenção, estão parados os 40 vagões, já adquiridos. Mas a preocupação neste caso é que eles estão ao relento. O governo Silval pagou por eles a pequena bagatela de R$ 500 milhões, sendo pagos R$ 251 milhões no dia que a encomenda chegou a Cuiabá.

Dia 14 de janeiro deste ano, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, disse ao RepórterMT que, “o VLT não roda antes do final de 2018. Se é que vai rodar”. Segundo ele, essa informação foi repassada pelos representantes do Consórcio VLT.

O grupo empresarial já fechou o escritório em Cuiabá e está sem assessoria de imprensa.

O secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, não quis adiantar o conteúdo do relatório bombástico.

Na audiência de segunda-feira, vão compor a mesa de prestação de contas à sociedade, o Governo do Estado, as secretárias de Projetos Estratégicos e de Cidades, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Controladoria Geral do Estado.

A estrutura por onde vai passar o VLT começou a ser construída em 2011 e era para ser concluída em dezembro de 2014, última data apresentada por Silval, já que as outras datas previstas isso não aconteceu.











(1) COMENTÁRIOS

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Gilston  08.02.15 15h58
Pedro Taques ta perdendo tempo precioso pra governar o Estado com estas bobos zeras ou falatórios sobra obras do Silval. Ele deu a sua palavra que não ia fazer nenhuma devassa e nem ia atrás de mala preta, nem ia a caças as bruxas, e que a justiça ta ai pra isso, então por que este barulho todo na empresa? O tempo dele no governo já ta correndo e quando acordar vai ficar igual o Mauro Mendes prometendo obras em final de mandato. Acorda seu Pedro e esqueça Silval. O governo agora é o senhor para de perder tempo olhando pelo retrovisor.

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