17.08.2019 | 18h02


OPERAÇÃO NA PCE

Especialista diz que ‘Salve Geral’ é boato, mas Governo tem obrigação de investigar

Professor Naldson Ramos afirma que ação de retirada de regalias precisa de inteligência em bom senso por parte do Governo.


DA REDAÇÃO

Naldson Ramos da Costa, especialista em segurança publica, disse em entrevista ao que ameaças de ‘Salve Geral’ prometendo atentados em Cuiabá, atribuídas à facção Comando Vermelho, não passaram de boatos e não vão acontecer.

 

Conforme noticiado pela imprensa esta semana, houve uma grande operação dentro da Penitenciária Central do Estado para retirada de regalias de detentos, o que gerou revolta e ameaça de criminosos dentro e fora do sistema prisional.

“Isso já aconteceu em Mato Grosso uma vez e acontece no Brasil afora [salves]. Isso acontece quando há um arroxo do sistema aos presos ou quando eles mesmos determinam. Eu acho que há muito mais boatos nas redes sociais do que acontecendo alguma coisa. Até agora não aconteceu nada e creio que não vá acontecer, mas isso vai depender também do que eles [presos] consideram atendidos os requisitos mínimos para cumprimento da pena”, explicou Naldson.

RepórterMT/Sesp

opera��o pce

Operação retirou regalias e objetos fora de conformidade da cadeia.

Ramos também salientou que isso não deve acontecer porque o Estado pode antecipar e neutralizar possíveis ameaças.

“Também vai depender do estado antecipar e verificar se essas informações tem fundamento, de onde partiram ou é só fake news, como tantas que circulam por aí. Agora, nesse momento, há mais boatos do que informações propriamente ditas, explicou o especialista. 

Operação na PCE 

Esta semana agentes penitenciários realizaram uma operação surpresa na PCE. A varredura retirou centenas de celulares, armas artesanais e também objetos considerados desnecessários e fora de padrão. 

 

A operação de retirada de regalias, batizada de Elison Dougras, gerou revolta entre os presos a ponto de uma série de áudios serem viralizados nas redes sociais, vinculados à facção Comando Vermelho, com ameaças de um Salve Geral prometendo ataques em Cuiabá.

Elison Douglas

Segundo o Sindicato dos Agentes Prisionais, a ação é uma resposta ao pedido de socorro da categoria, após a execução do agente Elison Douglas, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá), em 30 de junho.

A Polícia Civil confirmou que o agente prisional foi vítima de uma emboscada. Ele foi morto com pelo menos 20 tiros no momento em que chegava em casa, no bairro Tessele Júnior, em Lucas do Rio Verde. Um menor confessou a autoria do crime e disse que tinha uma desavença com o servidor. A polícia, no entanto, também tem como linha de investigação uma suposta ordem para matar Elison, que teria partido de dentro da cadeia.

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