03.11.2017 | 07h00


GERAL / CHACINA EM COLNIZA

Famílias de nove executados querem indenização de R$ 2,4 milhões

O valor foi sugerido pelo Ministério Público ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que propôs que o montante seja bloqueado em bens dos executores.


DA REDAÇÃO

Esposas, filhos, mães e outros familiares das nove vítimas da chacina que aconteceu em Taquaroçu do Norte, em Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) buscam na Justiça uma indenização no montante de 2,4 milhões. A ação foi proposta pelos familiares com auxílio da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso.

O crime aconteceu em (19) de abril deste ano. Segundo as investigações, a motivação da “Chacina de Taquaruçu do Norte” está diretamente ligada à disputa de terras para extração de madeira e pedras preciosas.

Conforme o órgão, o dinheiro para indenização deve vir de bens dos acusados de terem cometido as execuções.

"Assim sendo, deve-se adotar a teoria da desconsideração inversa da personalidade jurídica, para que se atinjam os bens pessoais dos acusados que estejam inseridos no patrimônio da empresa, vez que esta é usada como fachada para a prática de delitos que resultou, em última análise, na “Chacina de Taquaruçu do Norte”, afirma a defensoria.

São réus no processo: Pedro Ramos, Paulo Neves, Ronaldo Dalmoneck e Moisés Ferreira. Todos são acusados de integrar um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região de Colniza como “guachebas”, ou matadores de aluguel, que teriam sido contratados por Valdelir João, com a finalidade de praticar crimes.
No dia da chacina, os guachebas foram até a Linha 15, com armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. A linha 15 compõe a localidade de Taquaruçu do Norte (zona rural a 230 Km de Colniza).

"Diante do assassinato das citadas vítimas, suas companheiras, esposas, filhos, filhas, irmãos, irmãs, mães e pais, ou seja, demais parentes, ficaram em uma situação psicológica, social e econômica bastante prejudicada, pois cada vítima ajudava no sustento de sua família”, destaca a ação.

O processo segue com o juiz Ricardo Frazon Menegucci, da Vara única de Colniza.

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