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23.04.2017 | 11h33


POLÍCIA / TORTURA, TIROS E FACADAS

Politec identifica as 9 vítimas da chacina em Colniza; veja nomes

Segundo a perícia, todos os corpos apresentavam marcas de violência e sinais de tortura. Alguns foram amarrados e outros decapitados, além de apresentarem marcas de enxadadas, facadas e tiros


DA REDAÇÃO

Os corpos das nove pessoas assassinadas em uma área rural do município de Colniza foram identificados e liberados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) do Estado, neste domingo (23).

Os nove corpos foram resgatados na sexta-feira (21) no fim do dia e o transporte até Colniza foi feito durante a madrugada de sábado (22). Segundo a perícia, todos os corpos apresentavam marcas de violência e sinais de tortura. Alguns dos corpos foram amarrados e outros decapitados, além de apresentarem marcas de enxadadas e facadas, não apenas de tiros. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos duas vítimas foram assassinadas a golpes de facão e o restante por tiros de uma arma calibre 12.

“Estamos mobilizando mais uma equipe da DHPP e especialistas em local de crime da Politec para auxiliarem na força- tarefa que já está mobilizada na região”, disse o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas.

São eles: Izaul Brito dos Santos, de 50 anos, Ezequias Santos de Oliveira, 26 anos, Samuel Antônio da Cunha, 23 anos, Francisco Chaves da Silva, 56 anos, Aldo Aparecido Carlini, de 50 anos, Edson Alves Antunes, 32 anos, Valmir Rangeu do Nascimento, 55 anos e Sebastião Ferreira de Souza, 57 anos, que era pastor da Assembleia de Deus.

Sete vítimas são de Rondônia, uma de Mato Grosso e uma de Alagoas. Um dos corpos foi identificado como Fábio Rodrigues dos Santos, de 37 anos, contudo é necessário prontuário civil da vítima que será encaminhado pelo Instituto de Identificação de Maceió, nesta segunda-feira (24), pois o órgão não possui expediente de trabalho em regime de plantão. A Politec também coletou material genético de Fábio para confirmar a identificação.

A chacina ocorreu perto do distrito de Guariba, na quarta-feira (19), em uma área denominada Taquaruçu do Norte, a 300 quilômetros da sede de Colniza. O município, que é um dos líderes no ranking de desmatamentos na Amazônia, fica a 1.065 quilômetros de Cuiabá.

Os corpos foram liberados pela perícia. Um será sepultado em Cerejeiras (RO), três em Guariba e cinco em Colniza.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), há mais de dez anos os conflitos fundiários são comuns no local, onde já ocorreram outros assassinatos e agressões.

A CPT informou que investigações policiais feitas nos últimos anos apontaram que “os gerentes das fazendas na região comandavam uma rede de capangas, altamente armados, que usavam do terror para que a área fosse desocupada pelos pequenos produtores”.

O laudo com a causa da morte tem o prazo de 10 dias para ser enviado ao delegado que está investigando o caso.

Os trabalhos de identificação e de investigação são realizados paralelamente. Ainda no sábado testemunhas foram ouvidas na cidade de Colniza.

Uma equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), formada pelo delegado Marcelo Miranda, três investigadores e um escrivão e uma equipe de três peritos especializado em local de crime irão para região e ficarão o tempo necessário para trabalhar no caso.

“Estamos mobilizando mais uma equipe da DHPP e especialistas em local de crime da Politec para auxiliarem na força- tarefa que já está mobilizada na região”, disse o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas. 

Força-tarefa

Uma força-tarefa foi montada para trabalhar no caso. Ao todo 32 profissionais participaram da ação. Foram empregados  19 policiais militares, quatro policiais civis, três bombeiros militares, quatro peritos e dois pilotos do Cioaper.

Ainda foram utilizados seis viaturas da Polícia Militar e Civil, cinco caminhonetes emprestadas, um avião, dois barcos emprestados e uma motocicleta com carretinha. Os profissionais contaram com o apoio dos moradores da região.

Os trabalhos da Sesp começaram na quinta-feira (20), logo que as forças de Segurança Pública tomaram conhecimento do crime. Imediatamente equipes das Políciais Civil e Militar da região se deslocaram para o local, que é de difícil acesso. Na manhã da sexta-feira (21), três técnicos Politec de Cuiabá decolaram do hangar do Ciopaer, com destino ao distrito de Guariba, cerca de 150km de Colniza, para iniciar os trabalhos.

De lá os profissionais percorreram ainda mais 200 km até a localidade de Taquaruçu do Norte, onde seguiram por mais 15 minutos de barco ou 18 km a pé para chegar ao local do crime.











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