08.02.2017 | 11h56


PODERES / CASTELO DE AREIA

Réu por estelionato, processo de João Emanuel pode ser desmembrado

A audiência marcada para esta quarta-feira pode ser reagendada ou ocorrer mediante desmembramento porque o advogado de dois dos réus não poderá comparecer.


DA REDAÇÃO

Prevista para começar na tarde desta quarta-feira (8), a fase de instrução e julgamento do processo decorrente da operação Castelo de Areia, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, pode ser adiado ou até mesmo desmembrado, a depender da decisão da juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal.

“Da minha parte, eu não posso fazer a audiência, eu pedi redesignação para a doutora. Hoje, a princípio, não pode ter audiência”, disse Godoy.

Isso porque o advogado Jorge Godoy, que atua nas defesas dos réus Walter Dias Magalhães Júnior e Shirlei Aparecida Matsuoka Arrabal, não poderá comparecer porque já havia sido intimado anteriormente para atuar em várias audiências ao longo do mês, no Tribunal do Júri.

Na semana passada, ele chegou a procurar a magistrada pessoalmente para solicitar a redesignação das datas, mas a resposta só deve ser tomada no início da audiência desta quarta-feira, às 13h30, porque todas as demais partes já foram intimadas.

“Da minha parte, eu não posso fazer a audiência, eu pedi redesignação para a doutora. Hoje, a princípio, não pode ter audiência”, disse Godoy ao .

No entanto, o advogado explica que também existe a possibilidade do processo ser desmembrado, retirando os réus que ele representa e seguindo normalmente em relação aos outros.

“É bem provável que desmembre só o Walter e a Shirlei porque eu sou defensor dos dois. Eu não posso estar participando dos outros, então ela desmembra para que aquele processo continue e depois ela continua nesse para que não haja prejuízo”, afirmou Godoy.

Divulgação

walter dias

Shirlei Aparecida e Walter Dias figuravam como donos do Grupo Soy. 

Walter Dias e Shirlei Aparecida são apontados como comparsas do ex-vereador João Emanuel no suposto esquema de estelionato promovido por meio do Grupo Soy e que teria movimentado mais de R$ 50 milhões.

De acordo com o advogado do casal, existe um pedido de habeas corpus pendente em relação a Walter, que também pode ser um motivo para o desmembramento do processo, uma vez que João Emanuel continuando preso, ele teria prioridade no andamento. Mas a juíza Selma Arruda ainda não se manifestou sobre a soltura de Walter.

“É bem provável que desmembre o processo porque o João Emanuel é preso e o Walter é bem provável que seja solto porque lá atrás ele conseguiu o HC pela fiança, mas houve um equívoco no cartório. Agora, o tabelião fez corretamente e nós já apresentamos isso à juíza e eu estou aguardando a juíza se manifestar sobre os documentos novos que juntamos. Ou ela decide e solta, ou ela vai abrir vistas para o Ministério Público primeiro”, explicou Godoy.

Caso a magistrada decida pela manutenção da audiência nesta quarta-feira, deverão ser ouvidas as vítimas dos golpes aplicados pelos membros do Grupo Soy. Tratam-se de pessoas que afirmam ser empresários, agricultores e investidores que teriam entregado cheques milionários aos réus, com a promessa de receber recursos de um banco chinês fictício para financiar obras e projetos privados. 

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