18.02.2017 | 11h53


"A GRANDE QUADRILHA"

Propina da Marmeleiro também financiou campanha de 2014

De acordo com o MPE, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Sílvio Corrêa, determinou que o consumo de combustível, que já era fraudado, fosse aumentado a fim de garantir recursos para a eleição vindoura.


DA REDAÇÃO

Não satisfeita em quitar dívida da campanha eleitoral de 2012 com dinheiro público, a suposta organização criminosa montada na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), também teria estendido o esquema da Marmeleiro Auto Posto para financiar a campanha eleitoral de 2014, em que Lúdio Cabral (PT) novamente seria o representante do grupo, como candidato a governador.

Em 2012, ele foi o candidato a prefeito de Cuiabá, juntamente com Francisco Faiad (PMDB) como vice, e teria deixado uma dívida de R$ 1,7 milhão em combustível com a Marmeleiro Auto Posto, o que, conforme a denúncia, foi pago posteriormente com fraudes efetuadas tanto na Secretaria de Estado de Administração (SAD) quando na Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu).

Consta na decisão que deu início à quinta fase da Operação Sodoma, que ao término dos pagamentos referentes à essa dívida, o então chefe de gabinete do governador, Sílvio César Corrêa, teria se reunido com o dono da Marmeleiro, Juliano Volpato, e com o então secretário-adjunto de Administração, Pedro Elias Domingos, determinando a continuidade do pagamento do “mensalinho” de R$ 80 mil, que seria utilizado como “crédito posterior para a campanha eleitoral de 2014”.

Com o acordo, as inserções de dados fictícios nas planilhas de consumo e combustível da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) passaram de 1,450 mil litros, ao invés dos 120 mil litros não consumidos que eram declarados anteriormente.  

Em declarações à imprensa, após depoimento na sede da Delegacia Fazendária, Lúdio Cabral negou envolvimento em qualquer fraude e defendeu que a acusação é fantasiosa, além de afirmar que as dívidas de sua campanha foram devidamente pagas e comprovadas pelo partido PT.

Lúdio, que foi conduzido de forma coercitiva, afirmou que seu depoimento foi na condição de informante.

O advogado Francisco Faiad, está preso no Centro de Custódia de Cuiabpa (CCC), desde a terça-feira (14), quando foi deflagrada a quinta fase da operação.

Reprodução

propina eleição 2014

Confira a nota:

1. Na manhã desta terça-feira (14/02), fui conduzido coercitivamente pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública para prestar depoimento na condição de informante, não de investigado;

2. Embora tenha recebido tratamento respeitoso de todos os servidores da Defaz, entendo desnecessária a determinação judicial de condução coercitiva, especialmente porque me apresentaria espontaneamente para prestar esclarecimentos caso fosse intimado;

3. Não há na investigação qualquer indício que aponte minha participação em desvio de recursos públicos;

4. Não existiu uma suposta dívida de R$ 1,7 milhão em combustíveis para a campanha à Prefeitura de Cuiabá em 2012 que teria sido paga com recursos públicos desviados;

5. As dívidas da referida campanha foram devidamente registrados na prestação de contas eleitorais, integralmente assumidas pelo Partido dos Trabalhadores com a anuência dos credores após a campanha, como determina a legislação, e posteriormente quitadas;

6. Todos os documentos de quitação das dívidas estão nos autos do processo de prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, e estarei requerendo formalmente os mesmos para disponibilização à imprensa.

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