18.07.2019 | 17h50


CITADOS NA GRAMPOLÂNDIA

Promotores pedem que chefe do MP investigue suas condutas

Cinco promotores que atuaram no Gaeco foram acusados, por militares de participarem do esquema que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira


DA REDAÇÃO

Cinco promotores de Justiça citados por militares, réus da “Grampolândia Pantaneira”, de integrarem o esquema de escutas clandestinas em Mato Grosso, publicaram nota de esclarecimento em que pedem para serem investigados em diferentes instâncias do Ministério Público.

A manifestação ocorre depois dos depoimentos dos coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco e o cabo Gérson Corrêa, na Décima Primeira Vara Militar de Cuiabá, na última terça e quarta-feira (16 e 17).

Eles afirmaram que os promotores Paulo Roberto Jorge do Prado, Samuel Frungilo, Marcos Regenold Fernandes, Marcos Bulhões dos Santos e Marco Aurélio de Castro teriam participado dos grampos ao promoveram barrigada de aluguel. A prática consiste em inserir dados telefônicos de pessoas em uma investigação criminal do qual ela não faz parte.

Os promotores também foram acusados de uso indevido da verba secreta do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e de terem comprado uma placa de sistema que teria servido para grampear indevidamente agentes públicos.

Diante das acusações, os membros do MPE solicitaram em uma nota de esclarecimento “imediata apuração de suas condutas”, com instalação de procedimentos investigativos, junto a Corregedoria Nacional do Ministério Público, Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Ressaltaram que as acusações dos réus "são imputações caluniosas, difamatórias e injuriosas".

Que os militares já admitiram participação no esquema e que agora se veem "na iminência de sofrerem justa condenação pelos crimes que praticaram e que, em atitude desesperada, resolveram atacar infundadamente membros da Instituição que os denunciou".

"Firmes no exercício incansável de suas atribuições e cientes da lisura de todos os atos praticados no desempenho dos cargos que exercem, os signatários vem a público expor que, nesta data protocolaram pedidos junto à Corregedoria Nacional do Ministério Público - CNMP, Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na qual requerem a imediata instauração do Procedimento cabível para a apuração de suas condutas", destacou a nota que assinada pelos cinco promotores.

Citações 

O cabo Gerson, durante depoimento em juízo, acusou os promotores do Gaeco Marco Aurélio e Samuel Frungilo de grampo ilegal contra a deputada estadual Janaina Riva (MDB) para investigar os supostos crimes de corrupção do pai dela, o ex-deputado José Riva, enquanto presidente da Assembleia Legislativa (leia AQUI).

Já Paulo Prado foi acusado por Lesco de ter comprado a placa de sistema que teria resultado nas interceptações telefônicas ilegais (Leia AQUI). 

Já os promotores Marcos Bulhões e Marcos Regenold foram acusados pelo cabo Gérson de desvio de finalidade da verba secreta do Gaeco. Um dos casos sereia a compra de um cachorro com o recurso (leia AQUI).

No entanto, em entrevista ao site Olhar Jurídico, Regenold esclareceu que o cão foi comprado para operações do Gaeco envolvendo o combate de drogas.











(1) COMENTÁRIOS

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Xomano  18.07.19 19h14
Kkkkk vao amarrar o cachorro com linguiça?!

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