17.10.2019 | 12h25


FORAGIDO

Justiça adia julgamento de ex-PM acusado de integrar grupo de extermínio em Cuiabá

O julgamento aconteceria sem a presença do ex-militar, porém, uma juíza é impedida de atuar no caso e o substituto não poderá comparecer.


DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso adiou o Tribunal do Júri que seria realizado nesta quinta-feira (17) para julgar o ex-policial militar Helbert de França Silva, acusado de assassinar o gerente de vendas Eduardo Rodrigo Beckert, 35 anos. O crime aconteceu no Centro de Várzea Grande, no dia 5 de abril de 2016.

O agente prisional Edervaldo Freire, que está preso, também é réu neste caso.

Conforme apurado pelo , a presidente das sessões do Júri, juíza Mônica Catarina Perri Siqueira é impedida de atuar no caso dos ‘Mercenários’. O juiz substituto, Flávio Miráglia Fernandes, em decisão, marcou para o dia 25 de marçp de 2020 o julgamento do caso.

Vale ressaltar que o ex-PM Helbert fugiu do Batalhão da Rotam, onde estava preso em Cuiabá, 11 dias antes de ser submetido ao Júri Popular pela terceira vez esse ano e esse foi um dos fatores para que o julgamento fosse adiado. A Polícia Civil divulgou um cartaz de “procurado” com a foto dele. 

Outro fator, conforme apontado por Flávio Miráglia, é de que os julgamnetos no caso 'mercenários' duram no mínimo 2 dias. Dessa forma, julgar os dois réus de maneira separada resultaria em um desperdício de dinheiro público. No total, 7 réus respondem por participação no grupo de extermínio por crimes diversos.

Helbert é um dos acusados de integrar um grupo de extermínio denominado ‘Mercenários’ e já acumula 105 anos de prisão por crimes de homicídio.

RepórterMT/PJC

Helbert de Fran�a Silva

Cartaz de "procurado" divulgado pela Polícia Civil.

Condenações

Antes de fugir, no dia 11 de junho, Helbert  foi condenado pelo Júri Popular a 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. Na mesma decisão, Helbert também perdeu o cargo de policial. A decisão do Júri também condenou José Edmilson Pires dos Santos nesta ação.

No mês seguinte, em 03 de julho, tanto o ex-PM Helbert quando José Edmilson foram condenados a mais 75 anos de prisão pelo crime que ficou conhecido como a ‘Chacina do Cristo Rei’.

Os homicídios ocorreram no dia 13 de abril de 2016, por volta das 22h20, em Várzea Grande. As vítimas Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira e Vinicius Silva Miranda foram assassinadas a tiros. Na ocasião, Alan Chagas da Silva também foi atingindo, mas sobreviveu.

Mercenários

O Ministério Público de Mato Grosso aponta que o grupo “Os Mercenários”, formado por aproximadamente seis policiais, além de civis, se associaram mediante estrutura ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de qualquer natureza, mediante a prática de assassinatos.

Conforme apurado durante as investigações, os integrantes do grupo possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.











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