08.10.2019 | 16h15


MERCENÁRIO À SOLTA

Condenado a 105 anos, ex-PM fugiu da prisão 11 dias antes de novo julgamento

Helbert de França Silva seria julgado pelo assassinato de Eduardo Rodrigo Beckert, mas fugiu do batalhão do Bope, onde estava preso.


DA REDAÇÃO

O ex-policial militar Helbert de França Silva fugiu do Batalhão da Rotam, onde estava preso em Cuiabá, 11 dias antes de ser submetido ao Júri Popular pela terceira vez esse ano. Ele é acusado de integrar um grupo de extermínio denominado ‘Mercenários’ e já acumula 105 anos de prisão por crimes de homicídio.

O júri popular aconteceria no dia (17) deste mês, porém, Helbert fugiu no último domingo sexta-feira (06). Ele e ao agente prisional Edervaldo Freire seriam julgados pelo assassinato do gerente de vendas Eduardo Rodrigo Beckert, 35 anos, no centro de Várzea Grande, no dia 5 de abril de 2016.

Condenações

Antes de fugir, no dia 11 de junho, Helbert  foi condenado pelo Júri Popular a 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicídio contra Célia Regina da Silva. Na mesma decisão, Helbert também perdeu o cargo de policial. A decisão do júri também condenou José Edmilson Pires dos Santos nesta ação.

No mês seguinte, em (03) de julho, tanto o ex-PM Helbert quando José Edmilson foram condenados a mais 75 anos de prisão pelo crime que ficou conhecido como a ‘Chacina do Cristo Rei’.

Os homicídios ocorreram no dia 13 de abril de 2016, por volta das 22h20, em Várzea Grande. As vítimas Márcio Melo de Souza, Wellington Ormond Pereira e Vinicius Silva Miranda foram assassinadas a tiros. Na ocasião, Alan Chagas da Silva também foi atingindo, mas sobreviveu.

Mercenários

O MPMT aponta que o grupo “Os Mercenários”, formado por aproximadamente seis policiais, além de civis, se associaram mediante estrutura ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de qualquer natureza, mediante a prática de assassinatos.

Conforme apurado durante as investigações, os integrantes do grupo possuíam todo um aparato para cometer crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo

 











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