Cuiabá, 18 de Janeiro de 2017

Facebook Twitter Rss
23.12.2016 | 14h46
A- | A+


JUDICIÁRIO / DEPOIMENTO AO GAECO

Empresário diz que delator agia como 'office boy' de ex-secretário

Alan Malouf contou ao Gaeco que Guizardi não estava satisfeito com a postura de Permínio, dentro da organização criminosa


DA REDAÇÃO

Divulgação

Clique para ampliar

Alan dsse, em depoimento ao Gaeco, que Guizardi agia como "office boy" de Permínio

Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no último dia 17, o empresário Alan Malouf disse aos promotores que o empresário Giovani Guizardi – delator da Operação Rêmora – era uma espécie de "office boy" do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto.

Segundo Alan – que é apontado como um dos chefes do esquema que desviou R$ 1,2 milhão em contratos de obras da Secretaria de Educação do Estado –, Guizardi reclamou de sua posição no âmbito da organização criminosa.

“Giovani chegou a reclamar que Permínio estava achando que ele seria seu office boy, pois, frequentemente, pedia favores, como fazer pagamentos de contas, depósitos, entre outros serviços”, disse o empresário, no depoimento.

Alan revelou ainda que, no fim do ano passado, antes de viajar, Giovani pediu ao empresário que fizesse o serviço “oficce” ao ex-secretário. O delator teria que entregar um envelope que, segundo o depoimento, continha dinheiro de propina.

“Em dezembro, Giovani pediu para [Alan] entregar um envelope a Permínio e que, possivelmente, esse dinheiro era parte de Permínio no esquema”, diz trecho do documento.

O pedido foi atendido por Alan e a entrega ocorreu em uma de suas empresas, em Cuiabá.

O empresário Alan Malouf está preso desde do dia 14, no Serviço de Operações Especiais (SOE), da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), no bairro Centro América, na capital.

Malouf foi detido após o empreiteiro Giovani Guizardi fazer acordo de delação premiada com o MPE, depois de ficar sete meses na cadeia, e citar o empresário como o principal nome do esquema de fraudes.

Segundo ele, 50% da propina arrecadada eram entregues a ele e o restante, dividido com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB).

Na delação, Guizardi, que é dono da Construtora Dínamo, também afirmou que Alan Malouf teria doado R$ 10 milhões à campanha do governador Pedro Taques (PSDB), em 2016.

Veja trecho do depoimento de Alan Malouf ao Gaeco:

Depoimento
 


(2) COMENTÁRIOS









Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Marlene   23.12.16 15h35
Misericórdia,!!!!!

Responder

0
1
Marlene   23.12.16 15h34
Misericórdia,!!!!!

Responder

1
0

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER