Cuiabá, 19 de Fevereiro de 2017

Facebook Twitter Rss
28.12.2016 | 09h50
A- | A+


JUDICIÁRIO / "SÉRGIO MORO" DE MT

Selma admite entrar na política; ideia é mudar lei criminal

Juíza afirma, no entanto, que sua missão é concluir processos que têm como alvo figuras políticas; aposentadoria vai acontecer em 2017


DA REDAÇÃO

RepórterMT

Clique para ampliar

Juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, diz que só entraria na política após a aposentadoria

A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, afirmou que a necessidade de alteração e regulamentação de leis que afetam o processo criminal brasileiro são pontos que a fariam entrar numa disputa eleitoral.

A magistrada disse, no entanto, que não há um projeto definido no sentido de seguir a carreira política, após a aposentadoria prevista para 2017,

“Uma coisa que, às vezes, me faz pensar sobre isso é a necessidade de alterar a legislação, principalmente quando se trata de legislação criminal", disse a juíza Selma Arruda.

“Uma coisa que, às vezes, me faz pensar sobre isso é a necessidade de se alterar a legislação, principalmente quando se trata de legislação criminal. A gente reclama muito sobre o processo criminal brasileiro, reclama muito das leis brasileiras, que não punem devidamente, que não tratam o crime como deveria ser tratado. Talvez mexer com isso, talvez ajudar a consertar isso, seja uma opção futura”, disse a magistrada, em entrevista ao "Jornal do Meio-Dia", da TV Record (Canal 10), na terça-feira (27).

Selma também destacou que atuaria politicamente para regulamentar a Lei 12.850/2013, a denomidada Lei da Delação Premiada.

“É uma matéria muita nova e, no Brasil, ainda é muito genérica. Aí, o Judiciário acaba completando as lacunas que a lei deixa para a gente poder trabalhar. O que eu gostaria, nesse sentido, era de regulamentar melhor a matéria, tratar mais amiúde a matéria, para deixar menos dúvidas e as coisas mais bem esclarecidas”, afirmou.

A juíza, no entanto, disse que pretende terminar sua “missão” à frente de processos que envolvem figuras públicas do Estado, decorrentes de operações como Sodoma, Seven, Rêmora, Ventríloquo, Metástase, Imperador, Castelo de Areia, Aprendiz, entre outras.

“Eu terei direito de me aposentar em agosto de 2017. Então, a partir daí, tudo pode acontecer. Eu tenho uma missão ainda, tenho processos para concluir. Esses processos são muito complexos, e não se sabe ainda quanto tempo vão levar para eu poder sentenciar. Então, enquanto isso não acontecer, eu não me aposento”, disse. 

Selma Arruda também destacou que, por enquanto, não tem intenção de entrar na política, mas observou que todo cidadão tem o direito de exercer a vida pública, e que, após sua aposentadoria, "tudo pode acontecer".

“A minha decisão continua a mesma: vou permanecer na carreira de magistrada. Como cidadã, eu acho que todos nós temos o direito de um dia optar por isso. Pode acontecer, não descarto absolutamente nada. Mas, no momento, eu sou magistrada, estou judicando e não tenho nenhuma intenção política”, completou. 

Confira a entrevista da juíza Selma Arruda à TV Record: 

 

 



(4) COMENTÁRIOS









Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Toma seus R$ 50,00  28.12.16 12h59
No Brasil o crime compensa! Concordo que as leis penais deveriam ser mais severa, por exemplo uma pessoa que comete homicídio em regime fechado em média 3 anos. Está corretíssima Selma de forma geral as progressões de regimes deveriam ser alteradas e sobre o tema a corrupção deveria se tornar crime hediondo e deixar o corrupto mais tempo na cadeia, obrigando a devolver o que desviou acrescido de multas severas! Por outro lado o primordial para isso é começarmos a não reeleger e sempre renovar o legisltativo, porque continuarmos a reeleger os Senadores, Deputados Federais, Estaduais, Vereadores?

Responder

1
2
Eduardo Alvarenga  28.12.16 11h29
Um bom objetivo, vale a pena eleger pessoas assim, porque pelo menos a gente sabe o minimo que se tem que cobrar do mesmo; quanto ao exposto pelo Mtus, se o cara não fizer o que prometeu e nem entrou com projeto para atingir o objetivo, e somente não votar no mesmo da próxima vez. Apresentar projeto não significa que será aprovado, porque ele não aprova sozinho. Agora, devemos observar as ações do mesmo dentro do Congresso, se foi no minimo aos anseios da sociedade e seguindo a linha do objetivo principal de sua promessa, já é uma pessoa que pode continuar. Caso faça o contrário, pode até se candidatar, e somente não o Eleger. Se tivéssemos pelo menos a metade no Congresso Brasileiro com idéias de mudança, seria o Brasil outra coisa e FORA os Chorororos dos Esquerdistas.

Responder

0
7
Paulo  28.12.16 11h21
Vejam o exemplo de PTaques. Fuja de políticos dessa área, acham que são deuses e legislam em causa propria

Responder

7
2
Mtus  28.12.16 10h13
Pra mi é papo furado. Todos os políticos oriundo do judiciário, do MPE MPF ou mesmo da OAB, ficou só no discurso pra ganhar a eleição. Eles tem os mesmos discursos de que vai mudar as leis penais no Brasil, e depois da vitoria, viram as costa pro povo.Pedro Taques mesmo prometeu se eleito fosse ao senado ia mudar as leis penais ja que ele tinha condenado o Arcanjo.

Responder

13
0

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER