24.06.2019 | 07h00


BURACO SEM FUNDO

Fecomércio defende VLT e pede conclusão da obra

Declaração da Fecomércio ocorre depois que o governador admitiu que estuda a possibilidade de trocar o VLT por outro modal que seja mais barato.


DA REDAÇÃO

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio) se posicionou, na sexta-feira (21), a favor da retomada da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Cuiabá e Várzea Grande. A construção do modal iniciada em 2012 e corre o risco de ser não ser concluída, após 6 anos de espera, devido ao alto custo e quantidade de processos na Justiça que empacam sua retomada. O posicionamento da federação ocorre após o governador Mauro Mendes (DEM) afirmar em várias entrevistas que estuda a possibilidade de trocar o VLT por outro modal que seja mais barato, à exemplo do BRT (Bus Rapid Transit). Veja aqui

“Nós acreditamos que com as obras concluídas, várias empresas que ainda estão se reorganizando, por causa das obras mesmo, terão seus fluxos de clientes reestabelecidos em sua totalidade”.

Por outro lado, o presidente e vice do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT, José Wenceslau de Souza Júnior e Manoel Procópio, respectivamente, esperam que as obras sejam concluídas para que a situação seja revertida e o comércio na Grande Cuiabá volte a prosperar com um avançado sistema viário de transporte público para a população de todo o estado e por turistas que aqui passarem.

“Nós apoiamos a retomada das obras e sua conclusão, até porque já foram investidos mais de R$ 1 bilhão e as obras já feitas estão apodrecendo, por falta de manutenção. É notório que o VLT vai melhorar a mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, o comércio que ainda existe em torno das obras foi muito prejudicado e por isso, pedem a sua conclusão logo”, disse o presidente José Wenceslau.

Para Manoel Procópio, empresário que possui uma loja na região central da Capital, a conclusão das obras vai trazer enormes benefícios para as duas cidades, com destaque para o centro histórico de Cuiabá.

“Nós acreditamos que com as obras concluídas, várias empresas que ainda estão se reorganizando, por causa das obras mesmo, terão seus fluxos de clientes reestabelecidos em sua totalidade”.

Entretanto, o desperdício de dinheiro público é visível nos dois municípios por meio da obra inacabada, que deveria estar pronta até a Copa de 2014. No entanto, os trilhos quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.

Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

Na época das obras a mobilidade viária da população nos dois municípios foi prejudicada, e levou também à ruína dezenas e até centenas de empresas que ladeavam as principais avenidas por onde passariam o VLT – as Avenidas da FEB, Tenente Coronel Duarte (Prainha), CPA e Fernando Correa da Costa. 

VLT 

Parada desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos seriam composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

Serão 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.

Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

 

 











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