10.10.2010 | 14h03


POLÍCIA

Preso foge do PS de Cuiabá usando cadeira de rodas

SILVANA RIBAS
A GAZETA

Um criminoso acusado de assalto fugiu de dentro do Pronto-Socorro de Cuiabá, usando uma cadeira de rodas, apesar de estar com uma barra de ferro em uma das pernas no domingo (3). A versão inicial apresentada pelo agente carcerário responsável pela guarda do preso foi de que 3 homens armados, usando um táxi, invadiram o local e ameaçaram funcionários e pacientes, fugindo com o preso.

O caso só chegou à imprensa ontem e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) determinou a apuração da responsabilidade para a Polícia Civil.

O fugitivo é Wallney Pinheiro de Souza, 29, preso na madrugada do dia 19 de setembro, acusado de, em companhia de outros 5 criminosos, invadir a fábrica da Ambev, no bairro Novo Tempo. Seis pessoas, entre funcionários e seguranças, foram mantidos como reféns na época. Foram roubados 2 revólveres e R$ 2,5 mil em dinheiro, além de celulares. Wallney foi atingido por um tiro em uma das pernas ao tentar fugir da Polícia Militar e estava internado, imobilizado com uma barra de ferro no ferimento, em decorrência do tratamento.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a investigação será realizada pela Delegacia de Capturas (Polinter), para apurar as responsabilidades na fuga. O delegado Milton Teixeira, informou que ontem estava em São Paulo e que não havia sido comunicado do fato, mas que retorna na quarta-feira e dará início as investigações caso tenha sido determinado na sua ausência.

"A fragilidade em torno da segurança dos presos acaba sempre responsabilizando os agentes penitenciários, em caso de fugas", afirma a secretária do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (Sindspmt), Jacira Maria Silva. Ela confirmou a versão da invasão e lembrou que além de não haver policiamento da PM no hospital, os agentes carcerários trabalham desarmados. Segundo ela, os criminosos sabem disso e por isso agem com tranquilidade. Com isso, os agentes ficam vulneráveis a ação dos bandidos e ainda acabam apontados como suspeitos de facilitarem as fugas.

Segundo o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, Walter Silveira dos Santos, o preso fugiu porque foi "mal cuidado". Segundo ele, depois da história inicial da invasão, foi descoberto, por meio dos outros pacientes do quarto, que Wallney, que não estava algemado, puxou uma cadeira de rodas que estava no quarto para perto da maca, desceu e sentou nela, em seguida deixou o pronto-socorro em um táxi.

"O responsável pela guarda do preso não sabia nem a hora que isto ocorreu. No que percebeu a fuga acionou a PM e chegamos ao local em menos de um minuto. Mas o criminoso não foi localizado", assegurou o coronel que atribui a vigilância do preso ao sistema prisional.

Walter acredita que o preso teve apoio dos outros membros da quadrilha, pois poderia delatá-los ao ser ouvido no inquérito, o que não havia ocorrido. Disse que ele corre o risco de morrer de infecção, caso não procure atendimento médico, pelo fato de ter uma barra de ferro ainda na perna.











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