12.04.2017 | 18h43


DELATADO NA LAVA JATO

Eder nega ter operado caixa 2 para campanha de Maggi; defesa diz 'estar no escuro'

Nome do ex-secretário aparece na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que autoriza abertura de inquérito contra Maggi


DA REDAÇÃO

Para o advogado Ricardo Spinelli, que representa o ex-secretário de Estado Eder Moraes, o nome do seu cliente aparecer na “Lista do Fachin” causa estranheza. Apesar de negar ter conhecimento do teor das acusações, Spinelli antecipa que Eder Moraes não era secretário de Estado na época e nem coordenador da campanha de Blairo Maggi (PP) ao governo em 2006, não tendo nenhum poder para tratar com diretores da Odebrecht. 

“Ficamos sabendo pela imprensa da citação do nome dele. Conversei com meu cliente pela manhã, nesta quarta-feira (12), e estamos ainda no escuro, sem saber qual o objeto desta investigação, vamos aguardar a citação formal para nos posicionarmos”, alegou.

“O que sabemos é que as palavras dos delatores por si só não são provas absolutas e que o ministro pediu desmembramento do processo, então não sei onde o suposto inquérito contra o Eder irá tramitar. Tudo está muito genérico ainda”, comentou Spinelli.

Eder Moraes aparece na decisão em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, autoriza a abertura de inquérito contra o atual ministro de Agricultura, Pecuário e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi e o deputado federal e ex-governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o "Zeca do PT".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Maggi de ter recebido, por meio de "caixa 2", R$ 12 milhões da Odebrecht para o financiamento de sua campanha ao governo de Mato Grosso em 2006.

A denúncia veio à tona depois que o diretor superintendente para as Áreas Norte, Nordeste e Centro Oeste da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira, e o diretor de contratos, Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, assinaram acordo de delação premiada.

Segundo os delatores, os R$ 12 milhões teriam sido repassados a Maggi por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo,  responsável pelo pagamento de propina a políticos.

“O que sabemos é que as palavras dos delatores por si só não são provas absolutas e que o ministro pediu desmembramento do processo, então não sei onde o suposto inquérito contra o Eder irá tramitar. Tudo está muito genérico ainda”, comentou Spinelli.











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