21.08.2019 | 13h55


PRISÃO DE MILITARES

Advogado de PM chama operação de 'circo midiático' para vender jornal e dar audiência

Quatro militares foram alvos do Gaeco na manhã desta quarta-feira (21), suspeitos de esquema de adulteração em numeração de armas dentro da PM.


KAROLLEN NADESKA

O advogado Ricardo Monteiro, que faz a defesa de tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, e do tenente Cleber de Souza Ferreira, classificou como ‘circo midiático’ a operação deflagrada pela Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta quarta-feira (21).

Além de Paccola, e Cleber Ferreira, foram alvos de mandados de prisão o tenente Thiago Satiro Albino e o tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira.

“Isso [crime] é um fato isolado cujo responsável vai assumir. O que questionamos é esse circo que se monta em cima de processo penal. Por isso que se fala de abuso de autoridade e não querem deixar passar. Um inquérito que daria perfeitamente para serem ouvidos e o responsável assumir a responsabilidade e vai assumir e agora vem com essa prisão midiática”, critica Ricardo Monteiro.

Ainda conforme o advogado, Paccola ganhou salvo-conduto do Tribunal de Justiça e sequer chegou a ser preso, porém, ainda assim, deve ser ouvido pelo Gaeco.

“O TJ as 2h30 expediu um salvo conduto ao Paccola. Dado a essa prisão ilegal que entendemos que é o abuso. Temos um tenente coronel que não irá fugir, que assumirá suas responsabilidades. Essa prisão é só para vender jornal e dar audiência. Quem tem culpa irá assumir. O que não dá é que em pleno 2019 continuar o mesmo circo todas às vezes”, dispara o advogado.

O salvo-conduto foi expedido pelo desembargador Sebastião Ferreira.

Cabe ressaltar que tenente Cleber de Souza Ferreira já se encontra preso por envolvimento na entrada de um freezer recheado com celulares dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), a pedido de lideranças do Comando Vermelho. Tal esquema foi desmantelado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Outro lado

Por meio de nota, O Comando Geral informou "que determinou que oficiais da Corregedoria acompanhem e atendam os agentes públicos em todas as solicitações e necessidades no sentido de apurar e esclarecer as denúncias". O texto destaca ainda "que no âmbito militar a Corregedoria está apurando a denúncia de envolvimento de policiais militares no caso desde as primeiras medidas judiciais adotadas e que instaurou dois procedimentos investigatórios, sendo um Inquérito Polícia Militar (IPM) e uma sindicância, ambos estão em tramitação".











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