08.05.2019 | 10h30


DESDOBRAMENTOS

Três delegados são escolhidos para investigar caso dos grampos em MT

Conforme o RepórterMT apurou vão assumir as investigações: Jannira Laranjeira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá; Luciana Canaverde, delegada regional de Água Boa e Rafael Mendes, delegado regional de Pontes e Lacerda.


DA REDAÇÃO

Três novos delegados foram indicados pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) para investigar a série de escutas clandestinas, que ficou conhecida nacionalmente como “Grampolândia Pantaneira”. As equipes que estão sendo montadas com escrivães e investigadores devem desencadear novos desdobramentos do caso.

Conforme a assessoria da PJC, os nomes serão preservados até que as equipes assumam as investigações, no final deste mês e pelo fato de dois delegados do interior ainda estarem atuando nas regiões.

Conforme o apurou, os delegados seriam: Jannira Laranjeira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá; Luciana Canaverde, delegada regional de Água Boa e Rafael Mendes Scatalon, que atua como delegado regional de Pontes e Lacerda. Todos, porém, não confirmam as nomeações.

As indicações serão analisadas pelo desembargador Orlando Perri e pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Tadeu.

Grampos

O caso dos grampos veio à tona em 2016 a partir de denúncia do promotor de Justiça, Mauro Zaque, que deixou a pasta de Seguramnça do Estado após relatar o caso e documentar a denúncia ao então governador Pedro Taques (PSDB).

Segundo a denúncia, policiais militares e integrantes da cúpula do Governo do Estado mantinham escutas telefônicas sobre as linhas de políticos, empresários, juízes e jornalistas. Para conseguir autorização judicial, os números eram anexados a uma lista para interceptação de pessoas investigadas por tráfico de drogas na Comarca de Cáceres. Um esquema também conhecido como “barriga de aluguel”.

Anteriormente, o caso já foi investigado pelos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Stringuetta.

Prisões

Foram presos no esquema o ex-comandante geral da Polícia Militar coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Correa, que era o principal operador do sistema.

Durante o período de investigação, também foi deflagrada a Operação Esdras, que resultou na prisão dos ex-secretários de Estado Paulo Taques (Casa Civil) e Rogers Jarbas (Segurança Pública), além do ex-chefe da Casa Militar, Evandro Lesco; o tenente-coronel da PM, Michel Ferronato; a esposa de Lesco, Hellen Lesco; o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira; o cabo Gérson Correa Júnior e o sargento da PM João Ricardo Soller. 

Os investigados teriam participado de uma suposta trama para afastar o desembargador Orlando Perri da relatoria do processo. Todos tiveram as prisões revogadas em março de 2019, após as eleições e saída do governador Pedro Taques da chefia do Executivo.











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