14.05.2019 | 10h20


TIROTEIO NO ATACADÃO

GCCO pede quebra de sigilo telefônico de vigilante suspeita de participar de plano de assalto

A mulher de um dos bandidos mortos afirmou que a vigilante teve participação no plano de assalto. O motorista do carro forte também suspeitou do comportamento da colega que não atirou contra o assaltante.


DA REDAÇÃO

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) solicitou à Justiça a quebra de sigilo telefônico da vigilante da empresa Brinks envolvida na troca de tiros, em tentativa de assalto a carro forte, no supermercado Atacadão, na última sexta-feira (1º), no bairro Tijucal, em Cuiabá.

As câmeras de segurança do local mostram que assim que um dos bandidos anuncia o assalto, ela aponta uma arma para ele, mas não atira. Ele também não atira contra ela e a joga no chão, onde entram em luta corporal até que outro segurança mata o bandido.

Outro fato que pesa contra ela é o depoimento da mulher de um dos bandidos mortos na ação, que afirma que a vigilante estaria envolvida no plano de assalto.

O delegado responsável pela GCCO, Flávio Stringuetta afirmou que a medida é para extrair os dados do aparelho celular da suspeita, visto que houve um intervalo de uma hora entre a ação criminosa e uma testemunha aparecer acusando a mulher, e por isso dados pode ter sido apagados. Com a autorização judicial pode ser realizada a recuperação dessas informações.

O intuito é confirmar ou descartar possível envolvimento da vigilante na tentativa de assalto.

Segundo o delegado, o motorista do carro forte, em seu depoimento, também disse ter suspeitado da ação da colega, pois ela não realizou nenhum disparo contra os assaltantes. Ele alega que ela mentiu ao dizer que arma do bandido havia falhado, já que ele não puxou o gatilho nenhuma vez.

“Temos o depoimentos que confirmam o envolvimento dela no crime. Ela [vigilante] foi ouvida e agiu naturalmente, negando qualquer participação. Caso seja comprovado, vai pegar muitos anos de prisão”, disse o delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que está à frente da investigação.

A intenção, segundo o delegado, é ouvir outras testemunhas e colher as mensagens do celular.

Os bandidos mortos no confronto foram identificados como: Luciaquino Quirino Serra de Paula, 37 anos, Fábio Aparecido da Costa, 26 anos, e Dauan Félix da Silva (sem idade).

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