11.08.2017 | 15h30


SOLTO PELO STJ

Paulo Taques deixa 'Carumbé' sem comentar os dias de prisão

Apesar de solto, Paulo Taques terá que cumprir medidas cautelares. Ele está proibido, por exemplo, de frequentar órgãos de governo em MT


DA REPORTAGEM

O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), anexo ao antigio Carumbé, na tarde desta sexta-feira (11), uma semana após ser preso, por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, que apontou envolvimento dele, com esquema de escutas telefônicas clandestinas.

Paulo Taques deixou a prisão sem comentar os dias de cárcere e a decisão por sua soltura, determinada pelo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, na quinta-feira (10), que julgou a prisão ilegal. Apesar da concessão da liberdade, o ex-secretário ainda passou a noite no Centro de Custódia. O STJ enviou o comunicado da decisão por telegrama ainda na noite de quinta-feira, mas o documento só chegou oficialmente ao TJ, no fim da manhã desta sexta-feira.

À imprensa, ele disse apenas que vai conceder uma coletiva, na próxima semana para falar sobre o assunto.

O caso

Paulo Taques foi preso após ser citado no depoimento da delegada Alana Cardoso, que contou ter recebido denúncia, por parte dele, de que existiria um esquema de atentado contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), comandado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, em 2015. 

Alana afirmou que telefones de duas funcionárias da Casa Civil foram repassados por Paulo Taques porque teriam ligações com Arcanjo. Tatiana Sangalli e Caroline Mariano tiveram os números inseridos clandestinamente em uma lista de escutas da Operação Forti, que investigava a atuação de facções criminosas dentro de presídios de Mato Grosso. 

Tatiana Sangalli, no entanto, é ex-amante do ex-secretário. Ela recebeu o codinome de "Dama Lora" e Caroline, de "Amiguinha" para que os números recebessem autorização judicial de serem interceptados.

No documento que embasou a prisão preventiva do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, o desembargador Orlando Perri apontou a necessidade da medida devido à “influência e o prestígio” do advogado, que representam risco para investigações, já que provas sobre o esquema de escutas ilegais no âmbito da Polícia Civil e da Polícia Militar poderiam ser destruídas. 

Já na decisão que autorizou a soltura do ex-secretário Paulo Taques, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca - do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – afirmou que a prisão do advogado foi ilegal e baseada em pré-julgamento.

Leia mais:

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(2) COMENTÁRIOS

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Dr Sérgio  11.08.17 16h47
Infelizmente o corporativismo impediu o Ministério Público de Mato Grosso realizar uma assepsia no caso dos precatórios, muitos promotores envolvidos hoje ocupam funções estratégias no órgão ministerial e estão de mãos atadas para apurar qualquer irregularidade contra o governo que controla a assembléia legislativa, onde tramita a CPI dos precatórios do MP. O Conselho Nacional do Ministério Público deveria intervir em Mato Grosso.

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benedito costa  11.08.17 16h31
Se bem que a diferença onde ele estava, de onde ele veio? é que la ele estava privado de liberdade com mordomia e segundo de onde ele veio, tinha liberdade. Não mudou muita coisa.

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