Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2017

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11.01.2017 | 09h15
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PODERES / SUPOSTA VENDA DE VAGA

Maggi diz que foi 'inocentado' por Janot e vai recorrer do bloqueio de bens

Ministro da Agricultura teve contas bloqueadas por supostamente ter participado da venda de vaga do cargo de conselheiro do TCE


DA REDAÇÃO

RepórterMT

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Blairo Maggi diz que juiz está na contramão do entendimento do procurador-geral da República

Após bloqueio de contas determinado pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi, em ação que trata de suposta compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), pelo ex-deputado estadual Sérgio Ricardo, o ministro da Agricultura Blairo Maggi emitiu nota à imprensa, dizendo que no ano passado, todas as acusações que pesavam contra ele relativas à operação Ararath foram arquivadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro destaca que “não havia nos autos indícios suficientes de crimes praticados pelo senador Blairo Maggi”, de acordo com parecer ministerial.

Blairo disse ter se surpreendido com a decisão do juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, que recebeu denúncia da operação já arquivada e sem elementos novos.

Para o ministro, “o juiz veio na contramão do entendimento do procurador-geral da República, a quem coube apurar com rigor as denúncias que geraram o presente feito”.

Maggi disse ainda que está com “a consciência tranquila” e pronto para prestar esclarecimentos à Justiça. Ele adiantou que vai recorrer da decisão por considerá-la injusta, mesmo que em caráter liminar (provisório).

Entenda o caso

A decisão proferida na segunda-feira (9), determinou o afastamento imediato do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida do TCE-MT, por conta da suspeita de que ele teria “comprado” a vaga deixada por Alencar Soares, em 2010, quando Blairo Maggi era o governador do Estado e responsável pela nomeação.

O magistrado também mandou bloquear R$ 4 milhões de Sérgio Ricardo e outros réus, em ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPE). Dentre os alvos do bloqueio está Blairo Maggi.

Leia mais:

Juiz manda afastar conselheiro e bloquear bens do ministro Maggi

Confira a nota na íntegra:

No dia 26 de abril do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento de todas as acusações que pesavam contra mim na chamada Operação Ararath. Entendeu o procurador-geral "que não haviam nos autos indícios suficientes de crimes praticados pelo senador Blairo Maggi, nem vislumbra o Parquet outras diligências úteis à formação da justa causa necessária para oferecimento de denúncia no presente caso”. 

Por isso, me surpreendeu a decisão, ainda que provisória, do juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, de receber a denúncia contra mim, no processo cível que deriva da mesma Operação. 

Sem que absolutamente nada de novo tenha sido acrescido ao processo, o juiz veio na contramão do entendimento do Procurador-Geral da República, a quem coube apurar com rigor as denúncias que geraram o presente feito.

Com a consciência tranquila, estou pronto para prestar todos os esclarecimentos à Justiça e, recorrer da medida, por entender não ter sido justa a decisão proferida, ainda que liminarmente.

Blairo Maggi



(1) COMENTÁRIOS









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Galileu  11.01.17 11h20
Conselheiro é para dar conselho,mas que conselho poderemos receber desse conselheiro?

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