11.01.2018 | 17h00


SEM LICITAÇÃO

Governo contrata OSS goiana por R$ 53 milhões para gerir 2 hospitais de MT

O Instituto Gerir foi contratado pelo Estado para administrar Regionais de Rondonópolis e Sinop por seis meses


DA REDAÇÃO

Contratado para administrar dois hospitais regionais, o Instituto Gerir - com sede no Estado de Goiás – vai receber R$ 53 milhões do Governo de Mato Grosso para gerenciar por seis meses as unidades de Rondonópolis e Sinop.

O Gerir foi contratado em caráter emergencial pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em setembro passado, após o governador Pedro Taques (PSDB) publicar decretos de intervenção nas unidades de saúde regionais dos municípios de Colíder, Sorriso, Alta Floresta, Rondonópolis e Sinop, que eram administrados por OSS. No caso de Cáceres, a então gestora desistiu de comandar o hospital e o Estado assumiu a função nomeando dois representantes.

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado, pelos serviços realizados no Hospital Regional de Rondonópolis, o Instituto Gerir vai receber até o próximo mês de março, quando fecha o contrato de seis meses, um total de R$ 27,6 milhões. Pela administração da unidade de Sinop outros R$ 18,5 milhões.

As contratações sem licitação ocorreram em outubro, novembro e dezembro, mas já em setembro de 2017, o Governo do Estado publicou decreto, em Diário Oficial, qualificando o Instituto Gerir como Organização Social de Saúde, considerada Associação Civil sem fins lucrativos e filantrópica.

Assessoria

TAQUES HOSPITAL

Taques em visita ao Hospital de Urgências de Goiânia também administrado pelo Instituto Gerir.

A escolha do Gerir

O Gerir é o mesmo instituto que administra o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que foi visitado por Taques, já em sua segunda viagem oficial como governador, em março de 2015.

Na ocasião o ex-secretário de Saúde do Estado de Goiás, Antônio Faleiros, apresentou a estrutura e a gestão local como opções que poderiam ser implantadas no novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá.

Conforme apurou a reportagem, em abril de 2017, Faleiros, assim como o gestor da OS que administrava o Hospital de Urgências de Goiânia e quatro diretores da unidade, foi multado pelo Tribunal de Contas de Goiás em razão de irregularidades na execução do contrato de gestão. A OS em questão é denominada Instituto de Gestão e Humanização (IGH).

O TCE-GO determinou também a instauração de tomada de contas especial para apurar a ocorrência de dano aos cofres públicos, no valor de R$ 172 mil, dos quais pelo menos R$ 18 mil já estão comprovados, segundo apuração feita pelo Tribunal.

Outro lado

Sobre a contratação, com dispensa de licitação, o Governo do Estado explicou que o Gerir tem sede em Goiânia (GO), mas atua em outros cinco estados. 

Destacou ainda que dentro de 90 dias será realizado um chamamento público para a contratação da Organização Social de Saúde que assinará um contrato de gestão para administrar a unidade por um período de cinco anos.

Veja os decretos abaixo:

Galeria de Fotos:
Credito: Reprodução
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