13.06.2018 | 07h00


REFLEXO DA DEMORA

Campanha cara pode inviabilizar plano de lançar Mendes ao Governo

A demora em definir sua situação pode atrapalhar os planos do Democratas que só agora decidiu apostar na candidatura de Mauro Mendes ao Governo, mas precisa construir viabilidade financeira para a campanha.


DA REDAÇÃO

A demora em decidir sobre a candidatura do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) e do ex-senador Jayme Campos (DEM) ao Governo do Estado e ao Senado, respectivamente, pode ter “encarecido” a campanha da sigla. A avaliação é de analistas políticos ouvidos pelo . A decisão de buscar a construção de uma candidatura veio na noite de segunda-feira (11), cerca de dois meses antes das convenções.

Na terça-feira (12), Mauro Mendes deixou Claro que a efetivação de sua campanha ao Governo do Estado, depende da estrutura financeira disponível, que agora será construída pelo grupo.

“Eu acredito que já tinha passado do ponto. Eles estavam indo de uma candidatura ‘cara’ para a ‘super cara’. Se tivessem decidido antes, logo depois do Carnaval, estariam com uma campanha mais barata. E não digo isso somente do ponto de vista financeiro, mas de agregar pessoas, agregar partidos e aliados”, disse o professor e cientista político João Edisom.

O cientista político João Edisom avalia que mesmo assim, o Democratas tem em seu favor o fato de ser mais estruturado que os concorrentes.

“O DEM hoje é o partido mais bem organizado e mais encorpado, os outros estão em frangalhos. O PSDB, por exemplo, está dividido. O que mata o DEM é a demora da escolha. Uma candidatura do Mauro uniria diversos outros partidos, seria uma campanha tranquila. Mas, por causa da demora, a situação não é mais exatamente essa”, disse.

O cientista político Haroldo Arruda avalia que o custo político deve ser alto e deve haver dificuldade em costurar alianças. “Existe um teto previamente definido de R$ 5,6 milhões para o primeiro turno. Então, licitamente falando, o caminho é esse”, disse. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda prevê mais R$ 2,8 milhões de limite para gastos dos candidatos ao Governo no segundo turno.

Entre as complicações financeiras estão os fatos de as chamadas 'vaquinhas' (cotas para a campanha) não terem o resultado esperado em termos de doações de pessoas físicas para as campanhas que se apresentaram até o momento - o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a doação de empresas para as eleições de outubro.

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