11.01.2017 | 11h22


ESTADO ALEGA FALHA

Servidores da Educação reclamam de atraso nos salários

Alguns servidores não receberam o pagamento nesta terça-feira (10). O Governo diz que a falha do Banco do Brasil foi corrigida nesta quarta-feira (11)


DA REDAÇÃO

Parte dos servidores da Educação do Estado não receberam seus salários na terça-feira (10), prazo estabelecido pelo Governo para quitar a folha de pagamento. De acordo com Henrique Lopes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT), o dia foi marcado pelo clima tenso nas escolas, já que alguns profissionais receberam e outros não.

“No dia 10, houve a procura de muitos servidores ao banco e que não detectaram seus salários nas contas”, afirma ao .

Há dois meses, o Governo do Estado estabeleceu calendário de pagamento que prevê que até o mês de junho de 2017, a folha salarial será quitada até o dia 10 do mês subsequente ao trabalhado. A medida foi tomada após a polêmica sobre o escalonamento de salários. O Executivo alega que não tem condições de manter os pagamentos no último dia útil do mês, como era de costume.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), informa que o motivo do atraso foi um problema operacional no Banco do Brasil. Todos os procedimentos para o pagamento dos servidores teriam sido feitos no dia 10.

Após constatar que alguns funcionários não haviam recebido, a Secretaria de Estado de Fazenda entrou em contato com o banco, que reconheceu o atraso no processamento da folha de alguns servidores, mas esclareceu que os pagamentos pendentes foram realizados na manhã desta quarta-feira (11).

Professores contratados

Outro problema que tem gerado transtorno em diversas escolas estaduais é a incerteza com relação à reposição de aulas pelos professores contratados temporariamente. Isso porque o Estado quer que esses profissionais trabalhem ao longo de janeiro sem receber, porque receberam os vencimentos enquanto estavam em greve, no ano passado.

A explicação foi dada pelo secretário-adjunto de Política Educacional, Edinaldo Gomes, em entrevista à Rádio Capital na manhã desta terça-feira (11). Ele adiantou que o Estado tomará medidas punitivas contra aqueles que se recusarem a retornar às salas de aula.

“O Estado vai acionar esses servidores para que façam a devolução. E não será devolução de 21 dias de reposição, será devolução de 67 dias que foram paralisados. Acionando esse profissional, ele deve entrar na dívida ativa do Estado. Entrando na dívida ativa, ele não vai poder, por exemplo, atribuir aula este ano. Muito menos, passando no concurso, assumir esse concurso porque ele está inadimplente com o Estado”, afirmou.

Segundo o presidente do Sintep, os professores com contrato temporário, que não retornaram às aulas, estão corretos porque não tiveram seus contratos renovados e também porque a greve foi declarada legal pelo Tribunal de Justiça, o que garante a eles o direito de continuar recebendo seus vencimentos.

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“Os contratados temporariamente tinham contrato até dia 31 de dezembro. A partir dessa data, não existe mais nenhum vínculo entre o Estado e esses servidores. Então, estão corretos aqueles que não foram ao trabalho sem a garantia contratual e sem a garantia dos salários. Teria que renovar o contrato para garantir o serviço”, explica.

No entanto, Henrique destaca que “o grande problema é que os contratados representam quase 60% do quadro de servidores. Sem os contatados a escola não funciona”. Isso significa que os estudantes da rede estadual correm o risco de ficar sem reposição de aulas em algumas disciplinas até o fim do ano letivo.

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(5) COMENTÁRIOS

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Mary amaral  11.01.17 23h26
Afff o contrato foi até 23 de dezembro e não 31 de dezembro.esse Edsom ai vou te contar viu.deve receber so p ferrar o func público.e está história de fazer contrato c 20 horas ai ai ai será ja início de retirada da hora atividade?????dos contratos conquistas nossa da greve de 2013.

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Célia Tolosa   11.01.17 15h14
Ainda bem que ja estamos na metade do período deste governo ,espero que nunca maissss nós funcionários público deste estado elegemos este Pedro Malvadeza pra nadaaaaa.

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alexandre  11.01.17 14h25
A greve da SEDUC não foi declarada ilegal os 61 dias, quem inscreve em divida ativa é a PGE e eles não conseguem cobrar os grandes devedores, quanto mais os pequenos, para inscrever em divida ativa tem que haver PAD, contraditorio e ampla defesa e a SEDUC não tem condição de fazer PAD de 60% dos servidores demoraria uns 5 anos ou mais, outra coisa: vai descontar as faltas em janeiro quando não há contrato de trabalho em vigência ? todos os acertos e descontos devem ser feitos na rescisão do contrato, portanto se o governo não fez, " quem dorme perde direitos" que assuma o adiantamento liquido negativo, os poucos que ainda vão trabalhar sem receber são os que tem respeito aos alunos e querem a renovação do contrato, ameaçar pratica comum deste governo, por isso não consegue o apoio dos servidores, lembre se que os contratados são via CLT portanto é no TRT 23 que seria a briga e lá o governo não manda...

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Marta   11.01.17 13h32
Fui ao banco hj 11/01 devido a um débito em minha conta indevido fui informada que foi um erro da Folha de pagamento ou seja do Governo do Estado fui informada também que será feito o estorno está noite estou com cc negativa quem vai pagar os juros?

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Teka Almeida  11.01.17 12h44
Desculpas descabidas, isso acontece todos os meses desde que começou a atrasar os salários. Na realidade o GRANDE SONHO DESSE P.T é transformar o Mato Grosso na filial do Rio de Janeiro. Ele quer escalonar os nossos salários por faixa, fazendo sobrar mais dinheiro para suas obras, pois até agora não fez nenhuma e tão pouco deu conta de terminar as inacabadas, O que ele diz ser de sua gestão é MENTIRA, apenas trocou de nome e agora cria o BOLSA VOTO, pois está se certificando da ALTA REJEIÇÃO que está tendo não só da população como de seus APOIADORES. Não ter vergonha na cara prá mim é o maior defeito de um ser que se julga o supra sumo.

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