20.03.2017 | 15h00


QUEIMOU E OCULTOU CADÁVER

Pastor evangélico é condenado a 27 anos pelas mortes de mãe e filha

Simone era namorada de Mandinga e havia terminado o relacionamento. O pastor não aceitou o fim do namoro e matou Simone e a filha dela, Aline. Os corpos das duas foram encontrados carbonizados em um lixão de Várzea Grande



O pastor evangélico Valto dos Reis Mandinga, 44, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pelas mortes de Simone da Luz Feitosa, 37, e Aline Feitosa Souza, 16, em setembro de 2015.

Simone era namorada de Mandinga e havia terminado o relacionamento, mas o pastor não aceitou o fim do namoro e matou Simone e a filha dela, Aline. Os corpos das duas foram encontrados carbonizados em um lixão de Várzea Grande.

O juiz Otávio Affi Peixoto, da comarca de Várzea Grande, presidiu o julgamento, no último dia 15 de março, e condenou Mandinga por homicídio qualificado, meio cruel - sem chance de defesa das vítimas - e feminicídio, quando o assasinato ocorre em razão vítimas ser do sexo feminino, além de ocultação de cadáver.

O pastor negou os crimes durante o julgamento, porém a tese do Ministério Público Estadual foi acatada pelo tribunal do júri.

O caso

Conforme o MPE, no dia 28 de setembro de 2015, Mandinga convenceu mãe e filha, que moravam em Poconé (104 km de Cuiabá), para ir até Várzea Grande. No local, ainda segundo a denúncia, o pastor golpeou Simone e Aline na cabeça. A ex-namorada morreu no local.

Mandinga escondeu o carro de Simone em uma casa e levou mãe e filha, em outro carro, para um lixão, nas proximidades do bairro Residencial Paiaguás. Lá, ateou fogo às duas, provocando a morte de Aline.

Ele foi preso após ter o carro reconhecido por uma testemunha, em outubro do mesmo ano. O pastor também foi condenado ao pagamento de 1/3 do valor do salário mínimo vigente à época.











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