13.09.2018 | 18h00


CONCORRENTE

Bicheiro diz que foi agredido por homens de Arcanjo na Av. do CPA

Alberto Jorge Toniasso, que se intitula bicheiro, afirma sofrer perseguição por ser concorrente de João Arcanjo Ribeiro no jogo do bicho.


DA REPORTAGEM

O bicheiro Alberto Jorge Toniasso confirmou ao juiz Geraldo Fidélis, na tarde desta quinta-feira (13), em audiência na 2ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá, ter sido agredido por seguranças e pelo genro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro durante uma briga em estacionamento na Avenida do Historiador Rubens de Mendonça (a Avenida do CPA), que pertence à família do ex-comendador.

No entanto, a vítima disse que nunca teve proximidade com Arcanjo e só o conhece por meio da imprensa.

Ao juiz, Alberto declarou que foi agredido com tapas no rosto e teve sua máquina de cartão quebrada por seguranças de Arcanjo. Sem citar nome, revelou que um advogado o incentivou a registrar o boletim de ocorrência sobre o caso.

O advogado Zaid Arbid, que faz a defesa de João Arcanjo, afirmou que as declarações de Alberto mostram que seu cliente sofre perseguição de pessoas ‘maldosas’.

“Levanta-se a hipótese de que Arcanjo é alvo de uma campanha suspeita, de ações maldosas e isso ficou caracterizado. Existiu um fato e após cinco dias, um advogado o instrui a fazer um B.O. Ninguém é agredido, tem o objeto de trabalho tirado de seu poder e vai denunciar depois de cinco dias. Ele [Alberto] foi lá para oferecer os pontos de jogo do bicho para Geovane [Genro de Arcanjo], que não quis”, acusou. 

No boletim de ocorrência, Alberto disse que foi agredido por que era concorrente de Arcanjo no jogo do bicho, prática pela qual, se fosse comprovada, levaria o ex-comendador de volta à prisão, uma vez que ele é detento do regime semiaberto, monitorado por tornozeleira eletrônica.

Entenda

A suposta agressão teria ocorrido no estacionamento de propriedade da família de Arcanjo, na Avenida do CPA, em Cuiabá.

Ainda no boletim de ocorrência, Alberto Jorge também disse que os seguranças queriam as máquinas dele porque "era da concorrência", e que Arcanjo teria voltado a comandar o jogo do bicho, com ramificações no interior do Estado.

A acusação foi negada por Arcanjo em audiência de justificação no dia 2 de agosto. Ele disse ao juiz Geraldo Fidélis, que não seria ‘bobo’ de voltar a trabalhar com jogo ilegal.

Jogo do bicho

A Polícia Civil encontrou, em uma operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) , no último dia 10 de julho, em uma casa de jogatina, um caderno de anotações com os nomes de João Arcanjo Ribeiro Filho e de Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro – filho e ex-mulher de Arcanjo.

Os registros foram encontrados na casa de Marcelo Gomes Honorato, no bairro Jardim Umuarama. Além desse local, o GCCO ‘estourou’ mais três casas do jogo do bicho na rua Comandante Costa, no Centro de Cuiabá.

O balanço da operação resultou em prisões, apreensões de dinheiro, máquinas de cartão de débito e crédito, cheques e cartela de jogos.

Em 26 de fevereiro deste ano, quando Arcanjo ganhou a liberdade, depois de 15 anos preso, foi orientado pelo juiz, durante a audiência admonitória, de que poderia ser detido novamente caso voltasse a cometer crimes.

Arcanjo esteve preso por 15 anos, devido a vários crimes. Ele foi solto, com uso de tornozeleira eletrônica, no dia 26 de fevereiro deste ano.

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(1) COMENTÁRIOS

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Pensador  14.09.18 08h42
A abordagem difere em muito do que os outros sites noticiaram. Como acreditar?

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