16.07.2020 | 08h58


VARIEDADES / VAIDADE PERIGOSA

Médicos apontam riscos do preenchimento labial: 'Pode causar cegueira'

Para evitar danos, técnica precisa ser feita por profissionais experientes e deve utilizar a substância indicada pela SBD



Muita gente sonha em exibir lábios volumosos, à la Angelina Jolie. Não à toa, o preenchimento labial tem sido tão demandado por homens e mulheres em clínicas de estética. Mas, apesar de ser uma alternativa para quem não nasceu com o volume extra nos lábios, a técnica pode causar prejuízos à aparência e à saúde dos pacientes, caso não seja executada da forma correta.

Várias celebridades são adeptas do procedimento: Megan Fox, Lindsay Lohan, Britney Spears, Anitta e Deborah Secco são só algumas delas. Porém, com relatos de experiências malsucedidas se tornando cada vez mais comuns, nem artistas com elevado poder aquisitivo estão livres de resultados negativos.

Há poucas semanas, a comissária de bordo britânica Olivia McCann ficou famosa nas redes sociais ao denunciar como ficou sua aparência após o preenchimento.“Bumbum de babuíno”, comparou-se no Instagram.

Dias antes, Khloe Kardashian, também admitiu ter ficado insatisfeita com algumas das aplicações a que se submeteu. “O que eu fiz com meu rosto? Eu estava parecendo um monstro!”, disse, em seu Talk Show.

Necrose e cegueira

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileia de Dermatologia no Distrito Federal, Luanna Portela, assim como outras intervenções médicas, o preenchimento pode ter complicações. Algumas são simples e fáceis de solucionar, como inchaços e hematomas, e outras mais graves e que demandam uma resposta rápida do profissional.

“Quando uma artéria ou veia é atingida pode ocorrer necrose labial e em outras regiões da face. O médico responsável precisa ter amplo conhecimento e habilidade para tratar as complicações decorrentes”, esclarece a profissional.

A dermatologista Adriana Isaac, membro da American Academy of Dermatology, elenca outros riscos associados ao procedimento. “A obstrução vascular em áreas próximas ao nariz, têmporas e área dos olhos, pode, inclusive, ocasionar cegueira”, acrescenta.

A substância usada também é importante. Segundo a vice-presidente da SBD, a mais indicada é o ácido hialurônico. “A maioria das complicações pode ser solucionada pelo médico. Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda a aplicação de metacrilato por ser uma fórmula de risco e definitiva”, salienta.

E depois que o efeito acaba?

O efeito do preenchimento dura, em média, seis meses. Por isso, uma preocupação comum a quem vai se submeter a ele é como ficará os lábios depois que os resultados cessarem ou não houver mais interesse em seguir com as manutenções. Nesse caso, as especialistas ouvidas pelo Metrópoles asseguram que não há riscos de prejuízo estético.

“O ácido hialurônico injetado nos lábios preenche e hidrata, não causa flacidez. Ele reduz de volume progressivamente ao longo de um a 2 anos, então não existe a sensação de lábio murcho, apenas de retorno ao volume inicial, gradualmente”, finaliza Adriana.











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