13.11.2014 | 09h44


POLÍTICA / 'CALOTE' ELEITORAL

Fábio Garcia é investigado pelo MPF por não pagar cabos eleitorais

O socialista tem patrimônio declarado superior a R$ 3 milhões, e sua arrecadação na campanha foi maior que R$ 3,8 milhões.


DA REDAÇÃO

Mesmo com patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) superior a R$ 3,4 milhões, o deputado federal eleito Fábio Garcia (PSB), ex-secretário de Governo de Cuiabá, responde a uma investigação no Ministério Público Federal (MPF) por, supostamente, não ter feito pagamentos a cabos eleitorais que atuaram em sua campanha este ano.

A denúncia foi convertida em Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE), e tem como responsável o procurador regional eleitoral Douglas Guilherme Fernandes. De acordo com a portaria Nº 340/2014, os cabos eleitorais de Fabinho, como é conhecido, não teriam recebido a remuneração pelos trabalhos prestados.

O MPF não cita quantas pessoas foram atingidas pelo suposto calote e nem qual seria o valor a receber, mas afirma que o fato “pode ensejar irregularidade na prestação de contas, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente caracterizados”. Fábio Garcia teve o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) como seu principal apoiador no pleito.

Ele disputou seu primeiro cargo eletivo e foi o terceiro mais votado, com 104.976 mil votos conquistados. Massificou seu nome nas principais vias da Capital, com diversos cabos eleitorais que empunhavam bandeiras, distribuíam santinhos, adesivos e vestindo os Maurões [boneco com cerca de 2 metros de altura que pedia votos a Fabinho].

Segundo sua prestação de contas, apresentada ao TSE, o deputado federal arrecadou R$ 3.065.112,22 milhões em doações de campanha, mas gastou R$ 3.838.367,99 milhões, o que representa um déficit de R$ 773.255,77 mil.

Fabinho é filho do empresário Robério Garcia, o Bérinho, dono da polêmica Engeglobal Construções Ltda, responsável pela construção dos Centros Oficiais de Treinamento (COTs) da UFMT e da Barra do Pari, e de fazer a reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, que enfrenta processos na 8ª Vara do Trabalho de Cuiabá, onde é acusado pelos funcionários de não recolher o FTGS, as contribuições previdenciárias, praticar atrasos salariais, reduções e assédio moral.

assessoria

fabio garcia

O deputado federal eleito teve apoio maciço da coligação "Coragem e Atitude para Mudar"

Fábio Garcia é neto do ex-governador José Garcia Neto, e contou também com o apoio do candidato a governador Pedro Taques (PDT). No olho do furacão durante a campanha, o ex-secretário foi apontado como pivô da saída do senador Jayme Campos (DEM) do bloco da oposição, por conta de desentendimentos de ordem pessoal.

O outro lado

A reportagem tentou conversar com Fábio Garcia por telefone nesta quinta-feira (13), no entanto, ele não atendeu as ligações e sua equipe de Comunicação ainda não está formada.











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