24.02.2011 | 18h28


POLÍCIA

Polícia se mobiliza para "conter" tráfico e prostituição no Centro Histórico

DA REDAÇÃO       10h55

Pontos com suspeita de prostituição infanto-juvenil e venda de drogas foram alvos de uma fiscalização da Polícia Judiciária Civil na operação 'Lua', deflagrada na quarta-feira (23), em Cuiabá, em parceria com o Ministério do Trabalho Estadual . A inspeção foi realizada por policiais de delegacias de Cuiabá e Várzea Grande, Inspetoria de Menores e Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá. 

Na região funcionam bares utilizados de favorecimento à prostituição, hotéis disfarçados de motéis sem alvará de funcionamento e imóveis abandonados utilizados para o consumo de drogas. Esses pontos comerciais estão bem no coração da capital, nas áreas do Calçadão da Ricardo Franco, Travessa 27 de Setembro, Beco do Candeeiro e Morro da Luz. A varredura finalizou com três autuações de uso de droga, favorecimento à prostituição e cumprimento de um mandado de prisão, além de autuação do Ministério do Trabalho Estadual por trabalho degradante.

O delegado Paulo Alberto Araújo, titular da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), afirmou que a vistoria tem como base informações repassadas por menores ouvidos na Delegacia. Ele disse  que há informações de adolescente nos locais em situação de risco, usando droga e se prostituindo, porém, ontem não foram encontrados nenhum deles. Por outro lado foi identificada a degradação do trabalho pelo Ministério do Trabalho. "É um local não apropriado para o trabalho e também um ambiente sem higiene no centro da cidade", disse. 

Em dois bares da Travessa 27 de Setembro foram encontradas várias garotas que utilizam os estabelecimentos como ponto de encontro de clientes para a prostituição. Em um deles, sem nome na fachada, foi apreendido um caderno de contabilidade com valores cobrados pelas mulheres nos programas sexuais. Os clientes são levados para quartos de hotéis próximos, que vivem em boa parte das diárias cobradas dos clientes levados pelas garotas. 

O dono do bar, Bartolomeu Pereira dos Santos, que não estava no local, será investigado por favorecimento à prostituição. Ele já tem passagens por violência doméstica e falsidade ideológica. "Prostituição não é crime, a exploração sim. O município precisa estar mais presente nos locais para que as mulheres encontradas ali possam ter melhores oportunidades", analisa o delegado Paulo Araújo. 

 A fiscalização encontrou dois desses hotéis na Ricardo Franco. Num deles não foi apresentado alvará de funcionamento. A delegada Daniela Maidel disse que uma jovem contou que pega o cliente em um bar próximo e leva para hotel onde faz programas sexuais. O quarto é alugado por R$ 15,00 à hora. 

A informação foi confirmada por uma mulher de 30 anos que fica no bar para conseguir clientes. Ela contou que cobra R$ 50 pelo programa e a comissão do bar fica pelo consumo de bebidas do tipo Ice e energéticos, vendidas muito acima do preço, das quais induz o cliente a comprar. "Aqui é um bar de programa mesmo. Abre a partir das 9 horas e só fecha ao escurecer", afirmou. 

Nos locais visitados, os fiscais do Ministério do Trabalho colheram informações dos trabalhadores, averiguaram a situação, o tipo de remuneração, alimentação e alojamento. "Nosso enfoque é encontrar alguma coisa que configura a degradância", disse o fiscal Rogério Matoso. 

A diretora adjunta metropolitana, delegada Silvia Ferrari, disse que alvo era averiguar a existência de crianças e adolescentes em situação de risco. "Iremos continuar fazendo essas ações porque precisamos coibir essa prática", disse. (Com assessoria PJC)











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