28.01.2011 | 09h19


POLÍCIA

Assalto à Câmara de Cuiabá teria motivação política

ROBERTA DE CASSIA E CARLOS MARTINS       17h31
DA REDAÇÃO

Uma fonte disse hoje ao Repórter MT que acredita que houve motivação política no arrombamento da porta de acesso ao Departamento de Recursos Humanos da Câmara Municipal de Cuiabá, de onde foram furtados dois HDs (disco rígido com a memória do computador) contendo informações sigilosas de servidores e vereadores do Legislativo. Esta pessoa teve acesso às imagens captadas por uma câmera de monitoramento que registrou a ação na tarde do dia 12 janeiro. As imagens, após filtragem, mostram claramente as três pessoas (dois homens e uma mulher) que praticaram o arrombamento, o que motivou a fonte, após reconhecer os autores, a declarar que o ato "foi uma jogada política".

Segundo a fonte, nas imagens foi possível identificar quem cometeu o ato e que "ficou claro que houve conotação política". No dia seguinte ao arrombamento, o presidente em exercício vereador Antônio Fernandes pediu à Secretaria de Segurança Pública prioridade nas investigações. O arrombamento começou às 12h39, quatro minutos após a saída dos sete servidores do setor. Neste período de recesso, o expediente vai das 8h às 13h.

Como os invasores foram diretos a sala onde estavam os dois computadores, de cujos gabinetes os HDs foram retirados, suspeitou-se que os autores ou trabalhavam na própria Câmara ou receberam informações de servidores. Por isso, Fernandes baixou portaria instalando sindicância e nomeou três servidores para comporem a comissão, que recebeu um prazo de 30 dias para apresentar as conclusões. Os dados levados foram preservados porque periodicamente o setor faz um back-up (cópia de segurança dos dados).

A Secretaria de Segurança Pública nomeou o delegado Francisco Kunze, do Cisc Verdão, para presidir o inquérito. Ouvido nesta sexta-feira pela reportagem, o delegado disse que existe muita especulação e tudo o que está sendo publicado é extraoficial. "Só vou me pronunciar após a conclusão do inquérito", disse o delegado. Kunze se referiu a notícias veiculadas hoje na imprensa que policiais ligados à investigação teriam relatado que uma pessoa foi identificada, porém, não revelaram se ela teria ligação a políticos ou envolvimento com a criminalidade.

Entre as especulações está a teoria de que os autores foram em busca de informações que poderiam estar comprometendo pessoas acusadas de ilícitos em gestões anteriores. À época do arrombamento, o vereador Antônio Fernandes disse não acreditar em conotação política. Fernandes disse hoje que o melhor é esperar pela conclusão do inquérito. "O delegado, após a conclusão do inquérito, é que vai dizer realmente o que houve. Mas se existir envolvimento de algum vereador, a Câmara deverá abrir um procedimento", afirmou.











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