29.05.2019 | 17h12


VEJA DOCUMENTO

Primo registra em cartório que Malouf mentiu sobre ameaça de ex-secretário

A declaração do primo contrapõe o depoimento de Alan Malouf de que teria sido ameaçado por Paulo Brustolin, ex-secretário de Fazenda.


DA REDAÇÃO

O empresário Mário Mansur Bumlai Júnior revelou que seu primo, Alan Malouf mentiu ao afirmar, em seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), que havia sido ameaçado pelo ex-secretário de Estado de Fazenda Paulo Brustolin, durante um encontro particular.

Na declaração, registrada em cartório de Cuiabá, no dia 8 de novembro passado, Mário Mansur Bumlai Júnior conta como foi o encontro entre Alan, sócio do Buffet Leila Malouf, e Paulo Brustolin, em dezembro de 2017.

O primo de Malouf admite que o ex-Sefaz e o delator realmente se encontraram, no entanto, nega a existência de ameaças e tentativa de alinhar as versões perante a Justiça.

Bumlai declarou que foi ele quem promoveu o encontro, sem que os dois soubessem, porque era amigos de longa data, laço que se rompeu durante as investigações da Operação Rêmora, que apura desvio de dinheiro da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio de contratos fraudulentos.

Ao saber que Brustolin estava olhando uma área para construção de um hospital na região do bairro Sucuri, convidou seu primo para ir até o local.

“Chegando lá, parei ao lado do carro, chamei Paulo e pedi para que ele entrasse no meu carro, quando ele entrou no banco de trás e se deparou com o Alan ficou surpreso e perguntou o que era aquilo”, aponta trecho do documento.

“Quero frisar, que durante todo o tempo que permanecemos no veículo, não presenciei nenhuma intimidação do sr. Paulo Brustolin em relação a Alan Malouf ou sua família, jamais vi o Paulo fazer qualquer ameaça a Alan, pelo contrário, o que sempre existiu e o que eu vi no dia do referido encontro, foi uma relação de respeito entre ambas, na qual conversaram muito baixo reservadamente sem que percebesse nada”, acrescentou.

A declaração do primo contrapõe o depoimento de Alan Malouf. Ao MPF, o delator contou que neste encontro Paulo Brustolin perguntou se ele faria um acordo de colaboração premiada com a Justiça. Caso fizesse, era para avisá-lo com o objetivo de combinar as versões sobre o esquema de corrupção na Seduc. Destacou inclusive, que foi ameaçado pelo ex-secretário.

“Andamos por aproximadamente 20 ou 30 minutos, durante o percurso eles conversaram sobre diversos assuntos, sendo que em nenhum momento houve uma conversa de cunho intimidador ou em tom de ameaça entre eles”, afirmou.

Confira abaixo o documento

 

Alan Malouf 3

 











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