05.09.2019 | 18h21


CRÍTICA À REITORA

Ministro sobre crise na UFMT: Gestão ruim pode ter bilhões que vai terminar mal

Abraham Weintraub contrapõe reitora Miriam Serra e afirma já ter enviado R$ 1,5 milhão para as despesas da Universidade Federal de Mato Grosso.


DA REDAÇÃO

Cumprindo agenda em Cuiabá nesta quinta-feira (05), o ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub destacou que o racionamento de energia elétrica e a suspensão de serviços essenciais na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) “falam por si só” ao avaliar a gestão da reitora Myriam Serra como “ruim”.

Pela manhã, a reitoria da universidade havia afirmado que, por meio de um ofício, faria o anúncio da paralisação das atividades acadêmicas e administrativa por causa da insuficiência de recursos.

No entanto, o ministro rebateu a declaração de que a crise na UFMT é devido ao corte de 30% promovido pelo ministério. Weintraub disse que já foi enviado R$ 1,5 milhão para as despesas da Universidade Federal de Mato Grosso.

“Acho que a gestão da reitora fala por si. Quando a primeira conversa que eu tive ela disse que estava com uma dívida de R$1,5 milhão atrasada”, explicou.

“Acho que a gestão da reitora fala por si. Quando a primeira conversa que eu tive ela disse que estava com uma dívida de R$1,5 milhão atrasada”, explicou.

Weintraub ainda recordou do episódio que deixou a UFMT sem energia elétrica, tendo a equipe do Ministério da Educação (MEC) se mobilizar para solicitar o religamento na instituição e, nesta ocasião, a reitora teria ficado “incomunicável”.

“O recurso foi liberado, não foi usado para pagar a conta de luz. Ela [reitora] ficou incomunicável, mas acho que Mato Grosso e a universidade vão se ajustar e ter um rumo mais positivo”, declarou.

“Não houve paralisação de universidade fechada, a não ser o único caso de ficar sem luz por seis horas. Nós tivemos que intervir e ligar para a companhia de luz e pedir para religar”, acrescentou.

Por último, o ministro anunciou que o Governo Federal prepara neste mês o ‘descontingenciamento’ do orçamento da Educação para reverter o quadro de crise nas unidades federais do país.

“A gente vai começar a ‘descontingenciar’ nesse mês e os recursos vão fluir”, destacou. 

Contudo, o ministro acredita que “especificamente uma gestão ruim pode ter bilhões que vai terminar mal”, finaliza.

Outro lado

O tentou contato com a reitora Miriam Serra para comentar as declarações do ministro, mas nossas ligações não foram atendidas nem retornadas até a publicação da reportagem.

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