19.03.2019 | 08h50


ESCUTAS CLANDESTINAS

Ex-comandante da PM pede novo interrogatório e pode complicar Taques

Pedido do coronel Zaqueu Barbosa ocorre após outros dois réus no processo pedirem novas oitivas.


DA REDAÇÃO

O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa foi o terceiro a solicitar reinterrogatório ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Especializada  da Justiça Militar, na ação penal conhecida como “Grampolândia Pantaneira”, que apura um esquema de escutas clandestinas no âmbito da PM. 

O pedido de Zaqueu foi protocolado no Fórum de Cuiabá por volta das 16h30 de sexta-feira (15), mas o documento só foi constar no andamento do processo na segunda-feira (18). 

Além dele, já havia solicitado o reinterrogatório o coronel Evandro Lesco e o cabo Gerson Corrêa. 

A tendência é que os militares tragam novas informações ao caso, que possam complicar ainda mais o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e seu primo, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Diante dos pedidos, o juiz Marcos Faleiros decidiu adiar o julgamento do caso que estava programado para os dias 20, 21 e 22 deste mês e autorizou as novas oitivas de Lesco e Gerson para os dias 16 e 17 de julho. Já o reinterrogatório de Zaqueu ainda não tem data definida, mas tudo indica que ele também será ouvido na mesma semana que os colegas.

O magistrado remarcou o julgamento para 14, 15 e 16 de agosto deste ano. 

Além de Lesco, Gerson e Barbosa são réus na ação o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o coronel Ronelson Jorge de Barros. 

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, Zaqueu é acusado por falsificação de documento público e atividade militar sem respeitar ordem superior. Se condenado, ele pode pegar até 23 anos de prisão. 

Quanto a Lesco, o MPE pede a condenação também pelo crime de atividade militar sem ordem superior, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão. 

Já o cabo Gerson – acusado de ser o operador dos equipamentos das escutas clandestinas – é denunciado por falsidade ideológica e de documentos. Ele pode ser condenado a 18 anos de prisão.   

Quanto a Ronelson Barros e Januário Batista, o MPE  pede a absolvição dos réus.

Grampos telefônicos 

O caso dos grampos veio à tona em 2016. Segundo a denúncia, policiais militares e integrantes da cúpula do Governo do Estado espionavam políticos, empresários, juízes e jornalistas.

Para conseguir autorização judicial, os números eram anexados a uma lista para interceptação de pessoas investigadas por tráfico de drogas na Comarca de Cáceres. Um esquema também conhecido como “barriga de aluguel”. 

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