16.05.2019 | 19h56


PRESO NO CARUMBÉ

Desembargador condenado a 6 anos por vender sentença pode sair da cadeia na semana que vem

O juiz Geraldo Fidelis aguarda apenas os exames psicossociais e os atestados para decidir sobre a ida de Evandro Stábile para o semiaberto


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) concedeu parecer favorável para que o desembargador aposentado compulsoriamente, Evandro Stábile, siga do regime fechado para o semiaberto. Stáblie, que é ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está preso no Centro de Custódia da Capital desde o dia 15 de setembro de 2018 onde cumpre pena de seis anos de reclusão após ser condenado por venda de sentenças.

O documento foi assinado pelo promotor Mauro Poderoso de Souza nesta quinta-feira (16) e ainda será analisado pelo juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execução Penal de Cuiabá.

No entanto, o MPE afirma que é a favor da concessão desde que “sejam juntados aos autos os exames psicossociais e os atestados de comportamento carcerário favoráveis ao reeducando”.

Para concordar com a progressão de pena, o promotor entendeu que pelo crime ao qual Stábile é condenado, não foi cometido mediante violência e grave ameaça. Também foi favorável à remição de 16 dias devido às leituras de livros durante os meses de janeiro a abril de 2019.

Por esse motivo, o Ministério Público calculou que o desembargador aposentado alcançará  a progressão no próximo domingo (19).

O caso 

Evandro Stábille, como presidente TRE, foi acusado de receber R$ 100 mil para manter Diane Alves no cargo de prefeita de Alto Paraguai. Ela havia ficado em segundo lugar nas eleições de 2008 e foi beneficiada com a "cassação" do vencedor do pleito. Stábile foi investigado e preso pela Polícia Federal, na Operação Asafe.

Ele foi afastado do TER-MT em 2010.

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(1) COMENTÁRIOS

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ana  16.05.19 20h09
essa aposentadoria compulsoria é uma vergonha

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