06.11.2019 | 12h39


EXTINÇÃO DE MUNICÍPIOS

Deputados de MT: Proposta de Bolsonaro é genocídio; PSL pede paciência

Ideia do governo é tornar distritos municípios com menos de 5 mil habitantes. Nesse caso, MT perderia 34 cidades


DA REDAÇÃO

O pacote de propostas que fazem parte do Plano Mais Brasil, entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso Nacional, foi pauta de discussões entre os deputados estaduais durante a sessão vespertina de terça-feira (05).

Entre as medidas apresentadas pelo governo prevê a extinção de municípios que possuem menos de 5 mil habitantes e arrecadação menor de 10% de sua receita. Caso a medida seja aprovada, em Mato Grosso, pelo menos, 34 cidades seriam extintas. Veja mais

“Já são municípios desassistidos, imagine vocês esses municípios sem prefeito, sem vereador, sem secretaria para poder dar assistência para população. Mato Grosso não pode ser visto como outros Estados brasileiros que você pega o carro e em 15 minutos você chega à outra cidade”, destacou Janaina Riva.

A ideia foi duramente criticada pelos parlamentares do Estado. A vice-presidente da Assembleia, Janaina Riva (MDB), disse que, caso seja aprovada, será uma atrocidade contra Mato Grosso. Ela ainda ponderou que a medida deveria chamar menos Mato Grosso.

“Já são municípios desassistidos, imagine vocês esses municípios sem prefeito, sem vereador, sem secretaria para poder dar assistência para população. Mato Grosso não pode ser visto como outros Estados brasileiros que você pega o carro e em 15 minutos você chega à outra cidade”, destacou.

“Mato Grosso não vai perdoar aqueles que traírem os 34 municípios que dependem hoje fortemente da sua composição política da sua estrutura política e eu não tenho duvida nenhuma que se não fosse amparados pela legislação que veio da Assembleia Legislativa de criação desses municípios hoje não teria atendimento de saúde, escola de qualidade, não teria infraestrutura alguma”, ponderou.

Outro que também fez críticas ao projeto foi o deputado Paulo Araújo (PP) que classificou o pacote como “genocídio”.

“Infelizmente, o governo é totalmente insensível às causas sociais. São dois momentos de muita infelicidade. O primeiro é a PEC da maldade com o Estado de Mato Grosso, violência, genocídio. O segundo é o direito adquirido depois de muitos anos de luta, […] contra o serviço público”, destacou. Os deputados Dr. João (MDB) e Valdir Barranco (PT) também criticaram a proposta.

Paciência

“O presidente da República esta tendo muita coragem, realmente, fica muito difícil quando fala que vai acabar com uma cidade. Não é uma questão de acabar com uma cidade vai juntar com a cidade vizinha, mas quero ter mais conhecimento para poder vir fazer defesa do meu presidente Jair Bolsonaro”, defendeu.

O vice-presidente do PSL em Mato Grosso, deputado Silvio Fávero, pediu paciência aos colegas antes de criticar o plano apresentado pelo presidente.

“O presidente da República esta tendo muita coragem, realmente, fica muito difícil quando fala que vai acabar com uma cidade. Não é uma questão de acabar com uma cidade vai juntar com a cidade vizinha, mas quero ter mais conhecimento para poder vir fazer defesa do meu presidente Jair Bolsonaro”, defendeu.

“Todo mundo falava da Previdência hoje todo mundo aplaude a previdência. A reforma tributaria todo mundo criticou daí agora vem com esse pacote critica de novo daqui a pouco aplaude. Então, vamos ter um pouco de paciência, vamos esperar um pouco pra depois nós podemos falar com mais conhecimento”, pediu.











(1) COMENTÁRIOS

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Marcos  06.11.19 13h48
É genocídio, sim. Genocídio de políticos corruptos, canalhas e nepotistas.

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