09.04.2019 | 15h49


QUER VAGA NO SENADO

Defesa de Fávaro vai entrar com ação criminal na PGR contra Selma

Ex-ministro José Cardoso, que faz a defesa de Carlos Fávaro, afirma que a senadora teria praticado falsidade ideológica durante campanha eleitoral


DA REDAÇÃO

O ex-ministro da Justiça, o advogado José Cardoso afirmou que vai entrar com uma ação na Procuradoria Geral da República (PRG) para que se abra um inquérito criminal contra a senadora Selma de Arruda (PSL) pelo crime de falsidade ideológica, supostamente praticado por ela durante a campanha eleitoral de outubro do ano passado. A senadora nega as acusações.

A ação foi anunciada em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (09), após o adiamento do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) contra Selma pela suposta prática de caixa 2  e abuso de poder econômico. Selma corre o risco de ter o mandato cassado.

Cardoso, que faz a defesa do presidente do PSD Mato Grosso, Carlos Fávaro, que ficou em terceiro lugar durante as eleições, ressalta que a medida também é um mecanismo para que a ex-juíza não entre com outro recurso com o objetivo de adiar o julgamento novamente. 

 

“O contrato na verdade era uma doação eleitoral. Isso é falsidade ideológica. Outra situação é que eu não posso na pré-campanha ter gastos de campanha", declarou o advogado.

“Vamos protocolar esse requerimento para que se extraia peças do processo para que se abra inquérito contra a senhora Selma Arruda, com objetivo de apurar a ocorrência desse ilícito, que isso seja feito de imediato e com a máxima urgência”, enfatizou Cardoso.

Ele explica que a falsidade ideológica teria sido praticada por Selma em contrato no valor de R$ 1,3 milhões que ela teria firmado com o seu suplente de chapa Gilberto Possamai.

Segundo Cardoso, na prestação de contas de Selma à Justiça Eleitoral, esses valores constam como empréstimo, “mas na verdade o próprio suplente admitiu que se tratou de uma doação durante a pré-campanha”, situação que, conforme a legislação eleitoral, configura prática de caixa 2.

“O contrato na verdade era uma doação eleitoral. Isso é falsidade ideológica. Outra situação é que eu não posso na pré-campanha ter gastos de campanha. É uma questão de lógica e bom senso, inclusive”, salientou o advogado.

Por fim, a defesa de Carlos Fávaro, comandada por Cardoso, pede que Selma seja cassada e que Fávaro assuma o posto de senador até que se faça nova eleição.

“Mato Grosso não pode ficar sub-representado, com apenas um senador, em decisões importantes no Congresso Nacional”, destacou.

Na manhã desta terça (09) o julgamento de Selma foi adiado pela terceira vez por um pedido de suspeição da defesa da ex-juíza contra o desembargador Pedro Sakamoto. Dessa forma, o julgamento foi remarcado para manhã de quarta-feira (10).

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(2) COMENTÁRIOS

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Cuyabano  09.04.19 21h56
Não quero defender essas corjas de políticos....mas a verdade tem que ser dita....pelos indícios e provas, a senadora Selma cometeu crime eleitoral.....infelizmente ela começou sua carreira na politica igual aos outros políticos...fazem de tudo para vencerem uma eleição...sempre achando um jeitinho brasileiro....para conseguir seus objetivos.

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Carlos Nunes  09.04.19 16h44
Ih! Qualquer cidadão brasileiro só é candidato a algum mandato (presidente, governador, prefeito, senador, deputados federal e estadual) DEPOIS que passa na Convenção de um partido e registra a candidatua no TRE. Antes disso não é OFICIALMENTE candidato A NADA, nem a porteiro de cemitério. Traduzindo: ANTES da Convenção, qualquer cidadão pode movimentar sua conta bancária, fazer empréstimos, contratar profissionais, que quiser. Se não for isso...o Brasil ficou o país mais perigoso do mundo...não me diga que ano que vem, na eleição de Prefeito, ANTES da Convenção Partidária e do registro da candidatura no TRE, vão começar a fuçar a vida de todos os prováveis candidatos, pra ver se fizeram empréstimo, movimentaram conta bancária e contrataram profissional? A Convenção Partidária do partido da Juíza aconteceu no mês de Agosto/2018, o registro da candidatura no TRE aconteceu depois...entretanto começaram a fuçar a vida da Juíza em fatos acontecidos em abril, maio, antes da Convenção e do registro da candidatura. Segundo o professor Lourembergue, no Programa Opinião, não existe isso de pre-campanha, pois nem tinha tido Convenção partidária ainda.

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