21.08.2019 | 08h51


MAX RUSSI

Industrializar para crescer

Todos sabem que quem processa fica com a maior parte do retorno econômico da produção

Quase 15 anos após o início dos trabalhos do distrito industrial de Jaciara, começa a se consolidar uma visão de atuação que sempre carreguei comigo. Embora afastado das minhas atribuições em meu grupo empresarial, por conta da minha atuação como deputado, cada dia está mais fortalecido o pensamento que somente com o processamento da matéria-prima que produzimos, em nosso estado, conseguiremos avançar socialmente e gerar qualidade de vida para a população. Nosso objetivo, como legisladores e representantes da população, não deve ser esquecido.Trabalhamos para que no final toda a sociedade colha os frutos do trabalho coletivo.

Enquanto entregarmos nossas commodities para outros processarem, estaremos fadados a dureza da terra e aos calos nas mãos. Na semana passada, após mais de 1 ano de tratativas e costuras, conseguimos dar mais um importante passo para implantação de uma enorme indústria de celulose que se instalará no Araguaia. Serão 2 mil empregos diretos e mais de 8 mil indiretos. Quem realmente ganha é o estado, pois ao gerar empregos, reduz-se a necessidade de auxílios sociais. O indivíduo trabalha e ganha o próprio pão e evolui, inclusive, há um ganho na moral da população, o que gera bem estar social. 

Amparado nessa visão, propus uma emenda para o PL-53/2019 que tratava de incentivos fiscais. Nessa emenda os municípios com menor índice de desenvolvimento humano teriam maiores incentivos fiscais a oferecer à indústrias, para que as mesmas se implantassem naquela localidade. Geração imediata de postos de trabalho onde há mais pobreza, gerando renda e um ciclo virtuoso de crescimento. 

Pense comigo, se somos o maior produtor de algodão do Brasil, por que não há beneficiação no estado, gerando fios e, no final do processo, tecidos ou até mesmo roupas prontas? O mesmo exemplo se aplica a soja, somos os maiores produtores da oleaginosa, porém, quantas indústrias de processamento do grão existem no estado? Milhares de carretas levam a carga bruta para ser transformada em óleo e derivados em outros estados, gerando perdas enormes para nós. Desde os tempos das caravelas já se sabe que quem processa fica com a maior parte do retorno econômico da produção. Até quando? 

Estou desenvolvendo um amplo projeto de incentivo para a industrialização no estado, irei capitanear essa nova era com o pensamento que não será fácil vencer todas as barreiras que há décadas nos são impostas, mas com a determinação e força que trago dos meus eleitores irei peitar essa briga, afinal juntos podemos mais.

MAX RUSSI é deputado estadual.

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