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10.08.2013 | 19h53


NACIONAL / PROGRAMA MAIS MÉDICOS

MS seleciona 715 profissionais formados no exterior para trabalhar no Brasil



O Ministério da Saúde informou que 715 médicos formados no exterior foram selecionados para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do programa Mais Médicos, que visa ampliar o número de profissionais em municípios do interior e na periferia das grandes cidades - veja a lista divulgada no site do ministério e onde cada um trabalhará.

Eles poderão atuar no Brasil sem fazer o exame de revalidação do diploma de medicina, o Revalida, mas terão autorização para trabalhar especificamente na rede pública e em unidades específicas.

Dos 715 escolhidos, 194 são brasileiros que estudaram fora do Brasil e 521 são estrangeiros. No total, foram selecionados candidatos com registro de 50 diferentes países. Eles foram designados para atuar em 268 municípios brasileiros.

A "importação" de médicos é polêmica e gerou contestações por parte de entidades médicas, inclusive na Justiça, que negou alguns pedidos para suspender o programa. A medida provisória que criou o Mais Médicos está em debate no Congresso Nacional.

Conforme o governo, a maioria dos selecionados é da Espanha, Argentina e Portugal. O contrato terá validade de dois anos. Os estrangeiros escolhidos terão até segunda-feira (12) para entrar no sistema e indicar se aceitam ou não a cidade para a qual foram selecionados.

Pelas regras do programa, os profissionais passarão por um período de três semanas de preparação no Brasil antes de começar a trabalhar, o que deve acontecer ainda em setembro. Durante a preparação, eles terão aulas de português, vão estudar o SUS, os procedimentos e medicamentos usados na saúde pública brasileira, e estarão sob avaliação.

Cumprida essa etapa, os estrangeiros irão trabalhar. Cada médico terá um supervisor vindo de uma universidade federal que fará visitas periódicas - ainda não há definição sobre a frequência desses encontros. O supervisor também ficará à disposição para tirar dúvidas por telefone ou internet, segundo o ministério.











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