17.07.2019 | 13h58


SOB PRESSÃO

PM é encontrada morta com tiro de arma particular na cabeça

Silvana Carvalhais entrou para a Polícia Militar em 2015, era divorciada e deixa uma filha, ainda criança, que estaria com o pai


DA REDAÇÃO

A Polícial Militar (PM), Silvana Carvalhais, 30 anos, foi encontrada morta no final da manhã com um tiro na cabeça. A suspeita é de que ela tenha cometido suicídio.

A militar foi encontrada morta na casa onde morava, em Juruena  (912 km da Capital).

A arma de onde partiu o disparo era de propriedade particular da policial.

Silvana, que entrou para a Polícia Militar em 2015, era divorciada e deixa uma filha, ainda criança, que estaria com o pai.

Informações preliminares apontam que a soldado estava passando por momentos complicados na vida pessoal.

Pesar da PM

A Polícia Militar emitiu nota de pesar e informou que por orientação do Comando Geral, o comandante do 8º Comando Regional de Juína, tenente-coronel Wendel Sodré, designou uma equipe de policiais, liderada por um oficial, para acompanhar a situação, adotar as medidas legais e dar suporte à família da policial.

A Polícia Militar, preocupada com a saúde física e mental de seus policiais, vem desenvolvendo ações permanentemente de prevenção e diagnóstico para oferecer tratamento especializado.

Além do serviço gratuito de assistência psicológica em unidade própria, são realizadas palestras desmistificando as patologias psíquicas, estimulando a busca pelo tratamento e a colaboração mútua na identificação entre colegas de profissão e familiares.

Casos de suicídio em Mato grosso

Casos de suicídio tiveram aumento de 10% em Mato Grosso em 2019. Voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV) têm notado maior incidência de jovens entre as vítimas e apontam que as redes sociais, geralmente, influenciam nesse quadro.

Conforme dados da Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp), de janeiro a maio de 2019 foram registrados 107 suicídios em Mato Grosso. No mesmo período do ano passado, foram 97 casos no Estado.

Os dados de 2019 apontam que uma pessoa tira a própria vida a cada 36 horas (um dia e meio).

“Recentemente temos notado casos envolvendo jovens. Isso pode estar relacionado com a internet também, com o cyberbully”, explicou Ormar Capistrano, voluntário do CVV, em Cuiabá.

Depressão

Conforme a página do doutor Drauzio Varella, no portal Uol,  a depressão é uma “doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite”.

Diferenciar a depressão de tristezas 'comuns' é essencial para prevenir o suicídio e principalmente tratar a doença com antecedência.

“É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc”.

Peça ajuda

O Centro de Valorização a Vida (CVV) tem realizado em Cuiabá, todas às quintas-feiras, reuniões com sobreviventes ao suicídio e seus familiares. Assim como parentes de pessoas que se mataram.

Também passou a ser gratuitas as ligações feitas ao número 188. Canal de atendimento 24 horas.

 

 

 











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