06.06.2019 | 07h00


CÓRREGO OITO DE ABRIL

Governo concede prazo de mais um ano para empresa terminar obra da Copa

A revitalização do córrego Mané Pinto foi orçada em R$ 26 milhões e está parada desde 2016.


DA REDAÇÃO

O Governo do Estado concedeu mais um ano e meio de prazo para que a empresa Engeglobal Construções termine a obra de restauração do córrego Mané Pinto, na Avenida Oito de Abril, na região Verdão, em Cuiabá.

O décimo terceiro termo aditivo da construção foi publicado no Diário Oficial do Estado, que circulou na quarta-feira (05). Na mesma edição foi publicada a ordem de serviço para o reinício da obra, que estava judicializada, devido à recuperação judicial da empresa.

Conforme mostrou o , no início do mês de maio, a Defesa Civil interditou uma das pistas da avenida devido ao risco de desabamento gerado por erosões no córrego. A via tem diversos pontos, ao longo dos 3,5 km, que apresentam problemas, que têm se tornado um perigo para motoristas e pedestres.

A obra de revitalização do Córrego Mané Pinto faz parte do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014 e que 67,3% foram concluídas. A obra está orçada em R$ 26 milhões e está parada desde 2016.

A obra de revitalização do Córrego Mané Pinto faz parte do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014 e que 67,3% foram concluídas. A obra foi orçada em R$ 26 milhões e está parada desde 2016.

A Construtora Engeglobal alegou dificuldades financeiras e pediu recuperação judicial.

Agora, com o novo prazo, a Engeglobal tem até 06 de novembro de 2020 para entregar a revitalização aos cuiabanos.

No entanto, o coordenador da Câmara Especializada em Engenharia Civil do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), Silvano Moreira de Castilho Júnior, alertou à reportagem que a tendência é que a água vá aumentando os danos, caso não seja feita nenhuma intervenção no local, de forma emergencial.

A via tem diversos pontos, ao longo dos 3,5 km, que apresentam problemas, que têm se tornado um perigo para motoristas e pedestres.

Segundo o engenheiro, os métodos adotados na construção não foram eficazes, pois só o revestimento de concreto não é suficiente. O talude – parede interna – carece de malha de aço. Ele argumenta que a melhor solução para os pontos com erosão seria adotar “gaviões”, caixas metálicas com pedra dentro.

“A água vai entrando pelas laterais como um dominó, aumentando cada vez mais os estragos”, explica o coordenador.

No documento, o Governo deixa claro que aditivo de prazo vale enquanto vigorar a decisão judicial que determina a suspensão do contrato. 











(1) COMENTÁRIOS

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Índio Véio   06.06.19 09h08
Isso que é compactuar com a pilantragem, com o mal feito. Essa obra era pra ser entregue em 2014. Saiu um governo de merda e não conseguiu entregar e e entra outro governo de merda e ainda dá mais 18 meses de prazo. Isso é rir na cara do povo

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