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24.06.2016 | 14h11


GERAL / ESTELIONATO NA HABITAÇÃO

Ex-presidente de bairro se passava por servidora da prefeitura para vender terreno que já tinha dono

A mulher identificada como Maria Orly conseguiu vender um lote para um casal de idosos por R$ 17 mil; ela é ex-presidente do Dr Fábio


DA REDAÇÃO

A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá está tomando as providências necessárias para averiguar a denúncia sobre a venda terrenos no bairro Doutor Fábio II por uma mulher identificada como Maria Orly, que estaria fingindo ser funcionária da Secretaria para enganar moradores e vender terrenos que já possuem dono.

“Foi uma surpresa! Na verdade, a Prefeitura não vende lotes. Estamos fazendo a regularização nos bairros, mas a lei exige alguns requisitos para você ter direito ao título definitivo”, salientou o secretário.

Ela conseguiu enganar um casal de idosos. As vítimas compraram dela um terreno por R$ 17 mil. No golpe a mulher disse que trabalha com um funcionário que exerce cargo de chefia na Secretaria de Habitação. Ela entregou um cadastro com a logomarca da Prefeitura de Cuiabá, o que inuziou os idosos a acreditarem nela e caírem no golpe. O casal de idosos teria vendido a casa onde eles moram para construir uma nova moradia no novo terreno, que teria regularização fundiária junto ao Município.

De acordo com o secretário, Maria Orly é ex-presidente do bairro, que tinha acesso ao modelo de cadastro dos moradores utilizados pela Prefeitura.

No entanto, o secretário municipal Paulo de Campos Borges Júnior explicou ao que o bairro Doutor Fábio II ainda não passou pela regularização, que chegou somente até o Doutor Fábio I. Segundo ele, não há previsão para que o projeto chegue ao Doutor Fábio 2. “Foi uma surpresa! Na verdade, a Prefeitura não vende lotes. Estamos fazendo a regularização nos bairros, mas a lei exige alguns requisitos para você ter direito ao título definitivo”, salientou o secretário.

De acordo com o secretário, Maria Orly é ex-presidente do bairro, que tinha acesso ao modelo de cadastro dos moradores utilizados pela Prefeitura. Agora, a Secretaria vai abrir uma sindicância para apurar se realmente houve participação de servidores no golpe praticado pela estelionatária. “Se o funcionário tiver envolvimento, automaticamente será exonerado”, afirmou ao .

Paulo Borges alerta à população para o fato de que o processo de regularização não ocorre de uma forma atropelada e que a Prefeitura não faz venda de terreno, como o realizado pela golpista. Segundo o secretário, o processo normatizado pela lei municipal 345/2014, leva em torno de oito meses para se concretizar e passa por vários setores da Prefeitura.

O processo começa com o levantamento socioeconômico das famílias que moram em terrenos que pertencem ao Município. Para conseguir a regularização, o morador deve ser de baixa renda, morar em uma área de até 250 m², residir no local pelo menos desde 2009, utilizar o local apenas para moradia e o terreno deve estar em local de interesse social do Município, explicou Borges ao











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