08.12.2019 | 14h06


GERAL / EMPREENDEDORISMO NA 3ª IDADE

Empresária conta como venceu desafios e abriu próprio negócio aos 60 anos

Silvia Biasoli, 63 anos, desembarcou em Cuiabá após o filho receber uma proposta de trabalho. Há 3 anos atua na fabricação de massas.


DA REDAÇÃO

A empreendedora Silvia Biasoli, de 63 anos, dona de uma fábrica de massas italianas artesanais, pré-cozidas e congeladas, em Cuiabá, venceu os desafios da idade e ao longo de três anos, de muita dedicação, transformou sua experiência profissional em um case de sucesso.

Silvia recebeu o  em sua casa, no bairro Santa Cruz 2, na Capital, e durante "um café" contou como é o processo de criação das massas e até a consolidação da fábrica no mercado. O espaço que prosperou em curto espaço de tempo, 'hoje' faz parte da geração de renda de várias famílias.

A empresária contou que veio para Mato Grosso com a formação acadêmica do seu único filho, Rafael Biasoli. Ele recebeu uma proposta para trabalhar de treinee numa multinacional e logo se efetivou, tendo sua família se mudar para Cuiabá, no ano de 2015.

“Não consigo ficar ‘parada’. Aos 60 anos não pensava em me aposentar", disse empresária.

“Eu abri a empresa tinha 60 anos. Então muitas vezes pergunto: até onde você quer ir? O céu é o limite, não tem essa de ‘ai vou parar e me aposentar porque já fiz muita coisa na vida’. Não. Eu acho que aonde puder ir, até onde der, quero crescer”, destacou Silvia.

Silvia lembra que começou a empreender devido à sua necessidade de ocupação no dia a dia e um desejo enorme de recomeçar do ‘zero’, uma vez que sua família já havia implantado em São Paulo (SP) e Viçosa (MG), dois tipos de restaurantes árabes que acabaram não dando certo.

“Não consigo ficar ‘parada’. Aos 60 anos não pensava em me aposentar", disse.

Ainda conforme a empresária, o surgimento da fabricação de massas italianas possui uma ampla relação com os seus sogros que eram italianos.

"O meu marido não tem mistura nenhuma. É filho de imigrantes italianos. Minha sogra fazia, mas fazia massas de lasanha, talharim e espaguete. Eu não aprendi com ela, comia a que ela fazia e me ocupava de outras coisas”, revela.

Com a ideia de empreender, nesse ramo lançado pelo seu filho, Silvia ingressou na Universidade, se graduou no curso de Administração e durante todo o ano de 2015, se especializou em massas caseiras e demais condimentos em específicos.

“Meu filho falou ‘mãe, por que você não faz massa? ’. Aí eu disse ‘não filho, eu não sei fazer, o que eu sei fazer não é para negócio’ e ele: ‘tá, mas pensa aí’. Não aluguei nada, porque o risco de um negócio falir aumenta muito e pensei: 'com uma churrasqueira que a gente não usava, devido ao calor do cão em Cuiabá, posso começar a produzir as minhas massas'. Aí um dia alguém me falou uma frase que gosto muito: ‘está com medo, vai com medo mesmo’ e fui”, contou sorridente.

Foi então que ao considerar toda sua experiência enquanto comerciante procurou a regularização da sua atividade profissional junto ao Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o Sicredi (instituição financeira cooperativa). Em 04 de abril de 2016 a empresa se lançava no mercado cuiabano.

Silvia conta que em sua experiência pessoal, a pesquisa do seu tipo de público e qualificação profissional para atuar na área, foram dois dos principais requisitos para abrir o próprio negócio.

A empresária explica que na ocasião apenas ela e uma funcionária, de origem haitiana, atuavam na empresa. Com o passar dos meses, a demanda aumentou e a pequena fábrica logo precisou se expandir para se consolidar na Capital.

“A gente precisa ser pequeno primeiro para depois ser grande. Tem gente que abre grande sem conhecer o mercado. Se você começar pequenininho, você vai conhecendo a sua clientela. Mas, quanto menos risco tiver, melhor. Depois que peguei a minha prática com a teoria na mão formatei na cabeça uma coisa mais segura”, explicou Silvia Biasoli.

Biasoli lembra que no início começou instalando a fábrica nos fundos da sua residência, com apenas uma churrasqueira e freezers para ampará-la na produção dos alimentos. O espaço foi tomando toda a extensão da edícula e atualmente passa por uma fase de readequação, para proporcionar à freguesia e aos funcionários, maior comodidade e espaçamento físico da parte de armazenagem de utensílios. (Veja fotos na galeria abaixo).

“A gente precisa ser pequeno primeiro para depois ser grande. Tem gente que abre grande sem conhecer o mercado. Se você começar pequenininho, você vai conhecendo a sua clientela. Mas, quanto menos risco tiver, melhor. Depois que peguei a minha prática com a teoria na mão formatei na cabeça uma coisa mais segura”, explicou.

Atualmente, a fábrica possui uma equipe de cerca de seis colaboradores fixos, todos formalizados, entre eles, a consultora de finanças que foi colega de Silvia na faculdade.

Com um cardápio de variedades, a gestora e sua equipe montam por dia vendas para Cuiabá e região e até encomendas para clientes de fora do Estado. Segundo Silvia, o sucesso se atribuiu aos estudos de impacto econômico e a divulgação nas redes sociais. Além disso, ela acredita que boa parte da fábrica se associa a sua coragem de empreender em pleno momento de crise financeira no Brasil.

“Sempre vão existir problemas. Trabalhar é resolvê-los. Você não pode pensar ‘ai, está acontecendo isso e aquilo’. Não, o problema é inerente aos negócios, coisa que acontecem com você e que você gostaria que não estivessem acontecendo”,avaliou.

Galeria de Fotos:
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