16.04.2019 | 10h40


CASO LILIAN CALIXTO

Dr Bumbum e mais três acusados vão depor sobre morte de cuiabana

O médico responde por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa, no caso da bancária Lilian Calixto, que morreu por complicações após realizar bioplastia nos glúteos.


DA REDAÇÃO

O cirurgião-plástico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como “Doutor Bumbum”, vai depor em audiência na 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (16), pela morte da cuiabana e ex-bancária Lilian Calixto, de 46 anos.

Ele responde por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Também são réus no processo a médica com registro cassado e mãe do dr. Bumbum, Maria de Fátima Barros Furtado, a técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva e a secretária Renata Fernandes.

A cuiabana morreu no dia 15 de julho de 2018, após se submeter a um procedimento de bioplastia nos glúteos, que ocorreu no apartamento do médico, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Doutor Bubum foi preso no mês da morte de Lilian e solto no dia 30 de janeiro deste ano, por habeas corpus. Atualmente nenhum dos acusados está preso.

A cuiabana fez o procedimento na cobertura do cirurgião,e horas depois teve um mal súbito. Ela foi atendida em um Hospital do Rio de Janeiro e teve a morte registrada na madrugada, de 15 de julho, no entanto só 12 horas depois o contando de emergência da vítima foi avisado.

O Conselho Regional de Medicina (Cremeri) abriu investigação para apurar o fato. Denis era famoso nas redes sociais, devido aos procedimentos estéticos que realizava e ganhou o apelido de ‘Doutor Bumbum’.

Relembre o caso

Lilian saiu de Cuiabá para o Rio de Janeiro, no dia 14 de julho, para fazer um procedimento estético para aumentar os glúteos. A bioplastia foi feita no apartamento de Denis Furtado. 

Ela passou mal horas depois e foi levada por Denis para atendimento em um hospital na Barra da Tijuca e deixada lá por ele, que assim que soube da morte fugiu.

Ele foi considerado foragido e preso no dia 19 de julho após a Justiça decretar prisão temporária por homicídio qualificado.

A mãe dele, namorada e a técnica de enfermagem também foram presas.
Após a morte da cuiabana outros casos de denúncia contra Dênis surgiram na mídia.
Inicialmente ele mentiu dizendo que ela havia terminado o procedimento e sido levada para o hospital apenas com um leve mal estar. Depois foi desmentido pelas câmeras de segurança que mostraram a bancária no elevador amparada, pela falta de ar provocada pela embolia pulmonar. 

Após a morte da cuiabana outros casos de denúncia contra Dênis surgiram na mídia.

O caso causou comoção nacional e abriu discussão sobre a necessidade de maior fiscalização e segurança sobre esse tipo de procedimento estético, que não deve ser realizado fora de unidade hospitalar.

 

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