06.04.2016 | 07h40


GERAL / H1N1

Custando até R$ 120, vacinas se esgotam em poucas horas na capital

Devido ao surto em São Paulo, laboratórios estão com dificuldade de distribuir lotes no interior do país. O preço da vacina nas clínicas particulares gira em torno de R$ 80 a R$ 120.


DA REDAÇÃO

As doses das vacinas contra a gripe H1N1, trivalente e tetravalente, estão acabando em questão de horas, assim que chegam em Cuiabá. É o que informaram ao #reportertmt algumas das principais clínicas de vacinação privadas, que estão recebendo um número atípico de pacientes, há pelo menos uma semana.

Pela saúde pública a campanha nacional só inicia em Mato Grosso no dia 30 de abril e o medo de contaminação está grande.

 

TIPOS DE VACINA

Há dois tipos de vacina conta a H1N1. A trivalente que protege também contra a H3N2 e um tipo de Influenza B e a tetravalente, que protege contra tudo isso e mais um outro tipo de Influenza B.

Há dois tipos de vacina conta a H1N1. A trivalente que protege também contra a H3N2 e um tipo de Influenza B e a tetravalente, que protege contra tudo isso e mais um outro tipo de Influenza B.

De acordo com especialistas, a trivalente pode ser aplicada após os seis meses de vida. A tetravalente, após os 3 anos. Não há contraindicações para outras faixas etárias.

O diretor de uma das maiores clínicas de vacinação de Cuiabá, a Vaciclin, Olavo Molina, explica que, como está havendo um surto desta gripe em São Paulo, os laboratórios estão com dificuldade de enviar lotes para o interior do país. Na Vaciclin, o lote que chegou esta semana, de 200 doses, acabou rapidamente no mesmo dia. A clínica encomendou mais 300 doses e está aguardando chegar. Com quatro pessoas atendendo telefonemas de pessoas à procura deste tipo imunização, a empresa não está dando conta de vacinar tanta gente. “Nos procuram por telefone, e-mail, pelo Facebook e pessoalmente”, comenta Molina.

Olavo Molina, explica que, como está havendo um surto desta gripe em São Paulo, os laboratórios estão com dificuldade de enviar lotes para o interior do país.

Na Clínica da Unimed, nesta terça-feira (5), ainda tinha 200 doses de vacina, mas, pela lotação na fila de espera, a previsão era de acabar hoje mesmo. A assessoria de imprensa da Unimed informou ao que foram encomendadas mais de mil doses e depois serão solicitadas mais cinco mil, para atender a alta demanda.

O enfermeiro Igor Pontel, da Vaccinecare, diz que as doses estão em falta e que estão aguardando um lote para o dia 13. “A procura está maior que a distribuição e acho que as pessoas estão certas em buscar imunização”, opina.

O preço da vacina nas clínicas particulares gira em torno de R$ 80 a R$ 120.

Na saúde pública, a vacina trivalente é fornecida somente a grupos de risco: crianças, gestantes, idosos e funcionários da área de saúde. Mas, com a campanha nacional, o benefício será estendido a quem quiser se prevenir.

H1N1 EM MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga 35 casos suspeitos, sendo que para um deles já tem exame laboratorial positivo para H1N1.

A H1N1 é considerada uma gripe grave, que pode inclusive levar à morte. Pelo menos uma pessoa já morreu devido à doença, em Mato Grosso, este ano. Altamente contagiosa é causada por um vírus que é transmitido via aérea, a partir de uma tosse ou espirro. Os sintomas são parecidos com os de uma gripe comum, mas se agravam.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga 35 casos suspeitos, sendo que para um deles já tem exame laboratorial positivo para H1N1.

No domingo (3), uma menina de um ano deu entrada na Policlínica do Verdão, com suspeita de estar com H1N1. Ela foi transferida para a UTI do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) e a Policlínica teve que ficar interditada, para passar por uma desinfecção, como determina protocolo do Ministério da Saúde. Leia sobre isso aqui.

Na madrugada desta segunda-feira (4), um homem, de 33 anos, morreu, no Hospital Albert Sabin, em Alta Floresta com suspeita de H1N1. Leia sobre isso aqui.

 

CIDADES MAIS ATINGIDAS

O alerta vale principalmente para quem mora nos municípios onde há casos suspeitos, como Cuiabá (10) e Rondonópolis (10), Primavera (02), Pontes de Lacerda (02), Várzea Grande (01), Rosário Oeste (01), Nova Bandeirantes (01), Campo Novo do Parecis (01), Sorriso (01), Araputanga (01), Barra do Garças (01), Campos de Júlio (01), Cáceres (01). Em um dos casos, a vítima veio adoentada dos Estados Unidos da América e o caso foi notificado na capital.











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