10.05.2019 | 10h00


R$ 34 MILHÕES A MENOS

Corte do MEC afeta setores de pesquisa e pós-graduação na UFMT

Reitoria da universidade afirma que instituição pode parar com as atividades a partir de julho, por falta de recursos.



A Universidade Federal de Mato Grosso (UFTM) divulgou os principais setores que serão afetados na instituição diante do bloqueio de 30% no orçamento da Educação, promovido pelo MEC. Na lista estão cursos de pós-graduação, além da diminuição de viagens de estudantes para eventos de pesquisa e para aulas de campo. 

A prioridade da UFMT é trabalhar para reverter, o mais rápido possível, o bloqueio R$ 34 milhões. Conforme explica a reitora da UFMT, professora Myrian Serra.

“Se isso não ocorrer, os contratos não serão honrados, o que inviabilizará o funcionamento da universidade no segundo semestre”.  

Atualmente, a UFMT possui mais de 680 projetos de extensão atuando diretamente nas comunidades em que se insere e esse número chegaria a mil até o final do ano. 

“Se isso não ocorrer, os contratos não serão honrados, o que inviabilizará o funcionamento da universidade no segundo semestre”, declarou a reitora.

No entanto, o bloqueio pode inviabilizar a continuação desses projetos. Para o professor Fernando Tadeu de Miranda Borges, pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência, “se a universidade paralisa, todos esses programas e projetos vão deixar de ser atendidos. São muitas atividades ligadas à cultura, à saúde, ao conhecimento que impactam diretamente na população”. 

As medidas emergenciais para o funcionamento da universidade até o término do primeiro semestre de 2019 foram tema da reunião realizada, na tarde de quarta-feira (08), entre membros da administração superior, diretores de unidades acadêmicas dos cinco Câmpus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos (Sintuf/MT) e da Associação dos Docentes (Adufmat - Seção Sindical).

Pós-graduação 

Duas das áreas mais afetadas devem ser as de pesquisa e de ensino de pós-graduação. Além da diminuição nos investimentos com laboratório, insumos de pesquisa e equipamentos, o bloqueio de 30% torna todas as ações da universidade insustentáveis pela falta de energia, limpeza e segurança, explicou a pró-reitora de Pesquisa, professora Patrícia Silva Osório.

A pós-graduação também sofre o impacto no corte das bolsas, o que fragiliza os 66 programas existentes.

“A médio prazo, isso impede a formação de profissionais de ponta para a região e, a longo prazo, compromete todo o desenvolvimento científico, econômico e social”, disse a pró-reitora de Ensino de Pós-Graduação, professora Ozerina Victor de Oliveira.

A suspensão dos editais de mobilidade entre as instituições públicas de ensino superior de Mato Grosso previsto para 2019 e de mobilidade internacional para técnicos em educação; e a redução dos recursos voltados para capacitação dos servidores. 

Ato público unificado

Professores, docentes e reitoria entendem que a principal ação é a de caráter político. Por isso, decidiram encaminhar ampla mobilização, com ato unificado em defesa da educação pública, na próxima quarta-feira (15 ). No período da manhã, a mobilização será nos câmpus e, à tarde, em ruas e praças ainda não definidas. 

 

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