08.03.2014 | 15h07


ESPORTES / SUPERAÇÃO

Jornalista cuiabana vence o câncer e vira exemplo de luta e amor pela vida

Sanny identificou um nódulo no seio direito através do auto-exame, feito no mês de outubro de 2011


DA REDAÇÃO

“A cura depende 50% da medicina e 50% de você”, essa foi a frase que encorajou a jornalista Sanny Lisboa a enfrentar e vencer um tipo invasivo de câncer de mama, que graças a insistência de uma amiga, foi diagnosticado ainda no início.

Sanny identificou um nódulo no seio direito através do auto-exame, feito no mês de outubro de 2011. Assim que descobriu a anormalidade, a jornalista procurou a ajuda de um mastologista experiente e renomado em Cuiabá, cuja identidade foi preservada.

“Ele garantiu que era só um nódulo de gordura e que podia ir embora pra casa tranquila, a insistência de uma grande amiga com o profissional de me pedir uma mamografia, acabou sendo a minha salvação. Depois da mamografia e biópsias fui diagnosticada com um tipo de câncer invasivo. Foram detectados três tumores na mesma mama, todos em fase inicial, graças a Deus”, diz. 
 

Reprodução/ Facebook

Sanny durante a última sessão de quimioterapia em maio de 2012


Em novembro de 2011, já assistida por outro especialista, Sanny foi submetida a uma cirurgia para a retirada total da glândula mamária e a reconstrução da mesma.

Passado o período pós-operatório, a jornalista iniciou no mês de janeiro de 2012 o tratamento com um oncologista [médico especialista em tratamento de tumores malígnos].

No mesmo mês iniciaram-se as sessões de quimioterapia que durou até o mês de maio.

Nos meses de junho e julho, Sanny foi submetida a 33 sessões de radioterapia.

Assim que iniciaram as sessões de quimioterapia, Sanny tomou a difícil e corajosa decisão de raspar os cabelos, já que iriam cair com o tratamento.

“Resolvi raspar antes mesmo dele começar a cair, pois achava que assim iria reagir melhor, emocionalmente, e foi o que aconteceu. Não tive problemas em ficar careca, ganhei ate uma peruca, mas o calor de Cuiabá não me deixou usar, rs. Saía na rua, banco, mercado, etc...As vezes usava lenços, as vezes chapéus, as vezes nada. Causava muito impacto de qualquer forma”, relatou.

Sanny se surpreendeu com a solidariedade das pessoas, que cientes da gravidade da doença, sempre demostravam o apoio e carinho das mais variadas formas.

“Conheci o lado sensível de cada um, nas filas, nas festas, na família, com os amigos e até do rapazinho que “cuida” do estacionamento na Av. do CPA, que certa vez, não quis pegar minha moeda, por ver que estava careca”, diverte-se Sanny ao lembrar dos momentos que ajudaram ela a superar a doença.

Para superar a doença, que atinge uma em cada dez mulheres brasileiras, Sanny que é católica praticante, se apegou a Deus, aos amigos e familiares para superar esse momento difícil.

“Nesse momento senti um peso nas minhas costas, resolvi me agarrar com Deus, minha família e os amigos que estiveram 100% do tempo me apoiando. Encarei, coloquei fotos no facebook, conversa com todos sobre o problema, mas nunca, nunca mesmo, admiti que iria morrer”, frisou.

 

Reprodução/ Facebook

Sanny está morando em Chapada dos Guimarães

Depois de superada a fase mais difícil da doença, a jornalista decidiu diminuir o ritmo de vida. Mudou-se de Cuiabá para a cidade turística de Chapada dos Guimarães, onde atualmente mora rodeada de animais e plantas.

“Depois que passou a tempestade, eu mudei o meu ritmo, procuro valorizar mais as coisas que realmente importam na vida. Tenho mais tempo pra mim, o que não tinha antes, e pra minha família".

Sanny conta que começou a gostar de animais e pisou no freio da vida agitada. "Tenho cachorros e gatos (essa era uma ideia que me repugnava antes) comecei a me interessar por plantas (cuido do meu jardim, procuro conhecer as plantas, adoro plantar rosas), etc. Mudei pra Chapada para desacelerar mesmo. A vivência espiritual também é prioridade pra mim, procuro participar mais, me doar mais", disse.

Para que anda desanimado com vida, e passa por problemas como o que ela passou, Sanny manda um recado.

“Acredite, busque, não desista de viver. É esse o conselho que dou a qualquer um que passe por uma situação semelhante”, conclui. Sanny diz que aprendeu a dar valor às 'pequenas' coisas da vida depois da tempestade pela qual passou.

AUTO-EXAME:

A maior parte dos tumores é encontrado pelas próprias mulheres. O auto-exame de mamas deve ser realizado regularmente por todas as mulheres a partir de 21 anos de idade. O hábito de fazer o exame torna mais fácil notar qualquer modificação nas mamas em um curto.

É importante que o exame das mamas feito pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

São várias as técnicas para a mulher realizar o auto-exame das mamas: Antes do banho observe os seios diante do espelho. Com os dedos apalpe as mamas. Procure caroços, alterações consistentes, secreções ou saliências.

Observe os seios primeiro com os braços caídos, depois coloque as mãos na cintura por ultimo com as mãos atrás da cabeça. Note na superfície se há depressão, saliência ou rugosidade. Pressione os mamilos suavemente e verifique a saída de algum líquido. Observe também se há alteração no mamilo.Este auto-exame da mama deve ser realizado regularmente. Caso note alguma alteração antes da menstruação, não se precipite e volte a repetir o exame depois da menstruação. Se a alteração persistir procure o seu médico. 











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