15.01.2020 | 09h11


VÔLEI MASCULINO

'Grupo da morte' facilita a vida da seleção no caminho do pódio

Seleção masculina tem grupo complicado na Olimpíada de Tóquio, o que é uma boa notícia. time feminino pega chave mais tranquila



Com o término dos pré-olímpicos continentais no último fim de semana, foram definidos todos os participantes do vôlei nos Jogos de Tóquio 2020. E, por consequência, já sabemos os grupos do Brasil. No masculino, o time jogará contra Rússia, França, Argentina, EUA e Tunísia, chave considerada muito difícil, por ter cinco candidatos ao pódio. No feminino, os adversários são Japão, Sérvia, Coreia, República Dominicana e Quênia, em um grupo considerado não tão forte.

Mas, pelo regulamento da Olimpíada, uma chave muito complicada na primeira fase pode abrir portas nas quartas de final. As doze equipes são divididas em dois grupos de seis, com os quatro melhores avançando de fase. Ou seja, para as quartas de final a seleção já fugiu dos times de seu grupo, que são muito fortes.

A seleção masculina do Brasil não terá uma partida de quartas de final contra Rússia (atual bicampeã da Liga das Nações), nem contra Estados Unidos (bronze na Copa do Mundo e no Mundial), nem contra a França (de N´Gapeth, considerado o melhor jogador do mundo), nem com a Argentina (time perigoso que é sexto no ranking).

Os jogos contra essas quatro equipes na primeira fase serão importantes, mas não decisivos. Uma derrota contra esses gigantes não acarretará em uma eliminação, pois a fase de grupos não são jogos de mata-mata, ao contrário do que aconteceria em uma partida das quartas de final.

Passando de fase, a vida pode ser um pouco menos complicada. No outro grupo tem times fortes como a Polônia (atual campeã mundial) e Itália (vice-campeã olímpica), mas os outros são considerados em um escalão abaixo (o que não quer dizer que são inofensivos) como Irã e Canadá. O Japão evoluiu nos últimos anos, mas não é considerado uma equipe top, nem a Venezuela, campeã do pré-olímpico sul-americano que não contou com Brasil e Argentina.

Vamos ao exemplo da Olimpíada do Rio. O Brasil ficou no grupo mais complicado, ao lado de Canadá, Itália, França e EUA. A classificação foi complicada, a seleção passou só em quarto lugar, com uma emocionante vitória na última rodada contra a França.

Assim, foi para as quartas de final, em que enfrentou os times do outro grupo. E, do outro lado, tinham menos seleções do "primeiro escalão". Pegou a Argentina e foi à semi.

Cair no "Grupo da morte" na Olimpíada significa fugir, nas quartas de final, dos principais times.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO