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05.07.2020 | 11h50


CORONAVÍRUS / 16 MORTES EM 24 HORAS

Emanuel diz que é muito cobrado na pandemia e critica população; 'não faz sua parte'

O prefeito disse que entendeu a reação das pessoas diante as determinações, mas pediu para que cada um fizesse reflexão sobre seu papel durante a pandemia de coronavírus, em que ele é muito cobrado, mas não tem a participação da população.


DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) publicou um vídeo em suas páginas nas redes sociais, após ter anunciado a decisão de suspender o rodízio de veículos e de CPF para compras e acesso a serviços. Na gravação ele explica os motivos que o levaram a determinar medidas mais duras. Segundo o emedebista, os números e o comportamento da população nos últimos dias fizeram adotar regras mais amargas para evitar propagação do novo coronavírus (Covid-19). Ele cobrou que os cuiabanos deem sua cota de sacrfício para conter a pandemia.

As decisões foram alvo de críticas e dúvidas da população. Representantes do setor comercial foram até o Palácio Alencastro entregar manifesto contra as medidas que, segundo ele, irão prejudicar mais o setor que sente impacto negativos desde março, quando foram aplicadas as primeiras normas restritivas contra a disseminação da Covid-19.

Na gravação, Emanuel disse que entendeu a reação das pessoas diante as novidade, mas pediu para que fizessem uma reflexão sobre o papel de cada um durante a pandemia do vírus.

"Muitas vezes se exige tudo do prefeito que ele tome as medidas certas, que ele não erre, que ele seja um grande líder, que ele vença a guerra no combate a covid-19, desde que eu não faça nenhum sacrifício da minha vida", criticou Emanuel.

"Muitas vezes se exige tudo do prefeito que ele tome as medidas certas, que ele não erre, que ele seja um grande líder, que ele vença a guerra no combate a covid-19, desde que eu não faça nenhum sacrifício da minha vida e continue a tocar a minha vida se possível do mesmo jeito que eu tocava antes da pandemia. Minha gente, não vai dar certo!", destacou.

Emanuel disse que a guerra contra o coronavírus só terá êxito se cada um fizer sua parte e que sacrifícios temporários são necessários para o enfrentamento do problema.

"Cada um fazendo sua parte, exige sacrifícios temporários, no caso deste decreto que anunciei ontem de 15 a 17 dias que estamos apenas pedindo que você possa adequar a sua vida e adequar sua vida, fazer por você, é a melhor forma de fazer por todo mundo no momento de pandemia, no momento de aflição, de preocupação. Fazendo dessa forma em pouco dias um certo sacrifício em nome da minha saúde, da minha vida e toda a população", disse.

O prefeito reconheceu que faltou comunicação na apresentação dos rodízios. Ele destacou que as medidas seriam necessárias para diminuir a circulação de pessoas na cidade.

"Estamos apenas pedindo que você possa adequar a sua vida e adequar sua vida, fazer por você, é a melhor forma de fazer por todo mundo no momento de pandemia", pontua.

"A comunicação não foi adequada, nós só propusemos o rodízio de veículos porque precisamos diminuir a circulação de pessoas e consequentemente de veículos por toda a cidade. Nós propusemos o rodízio de CPFs em bancos, mercados, casas lotéricas e distribuidoras de bebidas porque esses são os estabelecimentos que, monitorados por nós tecnicamente, representa maior risco a propagação da Covid-19 pela aglomeração terrível que estão causando, especialmente nos últimos dias com contatos indesejados, com uma multidão, uma aglomeração indesejado e a qualquer hora do dia que vem colocando em risco todo o trabalho feito até agora e se tornando esses estabelecimentos o campo fértil para a propagação do vírus", ressaltou.

Emanuel ainda reiterou: "posso pecar por excesso jamais pecarei por omissão".

"Não se combate a pandemia por decreto, se combate com gestos, ações e principalmente com a participação de todos porque literalmente estamos todos no mesmo barco", destacou.

Outras medidas

Seguem valendo, até o dia 20 de julho, a ampliação do toque de recolher, das 20h às 5h; regime de trabalho no sistema home office para servidores municipais; proibição da utilização de refeitórios e restaurantes nos hotéis e hospedarias; suspensão do funcionamento de motéis; suspensão das as atividades presenciais nas unidades de ensino públicas e privadas; transporte coletivo com funcionamento total da frota.

Além disso, seguindo a decisão judicial, continua vedada a abertura ao público dos shoppings centers e congêneres, permitida tão somente o funcionamento das atividades essenciais mediante sistema delivery. Também está permitida a comercialização de produtos oriundos das atividades essenciais pelo sistema de entrega e retirada de produtos (delivery e passe e pegue), desde seguida todas as medidas de biossegurança.

Barreiras sanitárias

O prefeito disse que apresenta na segunda-feira (6) o sistema de implementação das barreiras sanitárias em Cuiabá, atendendo a decisão do juiz da Vara Especializada da Saúde Pública de Várzea Grande, José Leite Lindote, determinou que a Capital e Várzea Grande adotassem quarentena coletiva obrigatória por 15 dias, conforme consta no artigo 5º do Decreto Estadual nº 522/2020.

Veja vídeo:

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(3) COMENTÁRIOS

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João Paulo Vargas  05.07.20 23h11
Nem máscaras para os agentes de saúde tinha nas upas pronto socorro, nem um protocolo eficiente com kit covid19 como HIDROXICLOROQUINA ivermectina, nem exames de teste de covid19 tem aqui mas foi destinado para Cuiabá e achei muito estranho algumas clínicas particulares ter muito antes que o município, e respiradores nem foram comprados , só sabem entubar e mandar para tratar em casa sem se quer com um remédio, vc mesmo disse que os médicos eram contra os kits covid19 com HIDROXICLOROQUINA ou qualquer outro tipo, querer vir culpar a população é uma vergonha coisa de covardes .

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Julio Cesar Santos De Oliveira  05.07.20 14h23
Vou tem que largar mão de ser demagogo. E começar olhar para a população mas pobre esquece reeleição mostra que realmente vc foi eleito

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John Doe  05.07.20 14h04
Senhor Prefeito, desde março já se sabia que uma hora ou outra o vírus iria infectar muitas pessoas, que os leitos que tínhamos não seriam suficientes, o dinheiro veio e o senhor não criou nenhum leito novo. Cadê o dinheiro das UTIs?

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