01.07.2011 | 12h39


CIDADES

Professores da UFMT devem cruzar os braços no 2º semestre

REPÓRTERMT 17h30
DA REDAÇÃO

Desde o começo de junho, professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) anunciam uma possível greve. Porém, até o momento, a categoria ainda levanta dúvidas quanto à realização do movimento. Conforme o presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat Seção Sindical), professor Carlos Alberto Eilerta, a resposta para este impasse só deverá ser anunciada depois do 56º Conselho do ANDES-SN (CONAD), em Maringá (PR), que ocorre entre os dias 14 e 18 de julho.

No dia 20 de julho, haverá uma última Assembleia de onde sairá o posicionamento dos docentes da UFMT. "Mas quem decide é a base do sindicato em Brasília e não os professores", frisa.

As reivindicações feitas pela categoria continuam com o mesmo mote: melhores condições salariais. A luta é para que o governo acabe com as contratações precárias de professores substitutos e temporários, melhore as condições de infraestrutura da universidade e, principalmente, resolva a questão das perdas salariais, que, segundo informações, já extrapolaram os 152%.

Uma manifestação está marcada e será no dia 05. Na data, docentes, junto a outros servidores federais em greve, vão cruzar os braços por 24 horas para pressionar uma resposta do governo federal. Foi decidido que o evento será considerado Dia Nacional de Luta ligada à carreira docente.

Lado Bom

Os alunos da UFMT estão acostumados a lidarem com as greves e paralisações. A previsão por lá é de que todo ano ímpar o movimento surge para frear dias ou meses de estudo. Mas a estudante Izabel Barrizon, que cursa o 8º semestre de comunicação social na instituição, diz que não ficou com medo. "Está tudo conforme o calendário. Apresento minha monografia na próxima semana e até agora nada foi comentado sobre uma mudança na data", explicou. A última greve da UFMT foi em 2005 e durou quase 160 dias.

Caso o movimento se concretize serão cerca de 1.400 professores fora das salas de aulas. Entretanto, os estudantes devem ser menos prejudicados, pois o segundo semestre de 2010 termina no dia 19. Entre os dias 22 de julho e 01 de agosto a UFMT entra em período de férias. Mas Poliane Pierra, do 4° semestre de Engenharia Florestal, comenta que ainda se sente prejudicada. "Com a greve teremos que apressar as provas de fim de semestre e os professores terão de se virar para dar nota. Isso é ruim porque atrapalha nossa formação. Se ela acontecer em agosto vai atrasar tudo e vamos ser obrigados a estudar nos finais de semana até o final do ano", diz.

Técnicos

No começo de deste mês, os servidores e técnicos da área administrativa entraram em greve. Eles defendem o aumento do piso salarial inicial de R$ 1.034 para R$ 1.635, o que corresponderia a três salários mínimos. E mais 6,7% de reajuste com base na evolução do PIB (Produto Interno Bruto).

 











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