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12.07.2011 | 14h00


CIDADES

Polícia Civil descarta fraude em vestibular da Unemat

DA REDAÇÃO  8h15

A conclusão preliminar da Polícia Judiciária Civil nas investigações sobre a possível fraude ocorrida no vestibular da Universidade de Mato Grosso (Unemat), realizado nos dias 22 e 23 de junho no Estado, para preenchimento de 54 vagas para o curso de formação de oficiais da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (CFO), foi negativa.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rogers Elizandro Jarbas, do Centro Integrado de Segurança e Cidadania de Cáceres (225 km ao Oeste de Cuiabá), após ouvir pessoalmente os suspeitos na sede da Polinter em Campo Grande - Mato Grosso do Sul, e da realização de diversas diligências, concluiu que não houve qualquer tipo de fraude no certame. "Tudo não passou de uma estória falaciosa, a intenção foi de tumultuar e prejudicar os primeiros colocados no vestibular" destaca.

Segundo as investigações, foi montado um diálogo falso entre os primeiros colocados do vestibular em uma página de relacionamento da internet e, após copiar informações pessoais e fotográficas dos candidatos, foi criado um texto com linguagem diferente onde foi sugestionada a venda de gabarito, criando a hipótese de possível fraude.

Ao analisar o histórico escolar dos suspeitos, constatou-se que um deles havia sido aprovado em quinto lugar no Colégio Militar de Campo Grande, curso este que exige estudo e dedicação do aluno. Também identificado prêmios angariados em provas em todo o País.

Ainda, de acordo com as investigações, todos os envolvidos na suposta fraude eram bons alunos e cursaram escolas militares em Mato Grosso do Sul, indicando a qualidade dos mesmos como candidatos. O conhecimento e preparação para aprovação nas provas eram notórios. "Todos completaram o ensino médio em escolas militares e ao término direcionaram os estudos para o vestibular com cursos específicos para as provas referida a área escolhida", afirma o delegado.

Quanto ao fato de terem colado uns dos outros, foi descartado de imediato porque quatro dos cinco suspeitos estavam na mesma sala mas sentados em carteiras distantes, estando um deles em sala destinta. E a opção de realizarem as provas na cidade de Alto Araguaia, foi por ser a mais próxima de Campo Grande - MS. As investigações para conclusão do inquérito policial continuam.

 











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