03.05.2011 | 19h01


CIDADES

Piranhas atacam banhistas no Lago do Manso

MAYARA MICHELS 18h11
DA REDAÇÃO 

Visitantes do Lago do Manso denunciaram ao RepórterMT que várias pessoas foram vítimas de ataques de piranhas na região de banho, localizada em frente ao restaurante Trapiche Xaraés. Segundo a denúncia, os ataques vem ocorrendo há três meses, sempre no final do dia.

O ápice foi no último dia 22. A praia estava cheia e o cardume de piranhas atacou durante todo o dia. Cerca de 15 pessoas foram mordidas. Devido a quantidade de gente, ao rodizio de barcos e a procura pelo restaurante ser grande, muitas estavam desavisadas  da situação e foram atacadas.

Um turista chegou a desmaiar ao ver a mordida no pé direito. Testemunhas contaram que, por conta das piranhas, muitas pessoas passaram o dia fora da água e a maioria das vítimas era composta por banhistas, que chegavam de barco e precisavam descer na água. As piranhas morderam pontas dos dedos dos pés e  das mãos.

Segundo o veterinário Ademir Germinaro, o motivo dos ataques serem nas extremidades pode ser em decorrência do movimento. "É mais provável que os ataques tenham ocorrido somente nos dedos, devido os movimentos realizados com frequência. O pé, por caminhar na água, a mão por mexer e os dois por serem extremidades do corpo", explicou.

Até o momento ainda não se sabe o motivo da presença do cardume, mas há suspeitas de que haja alimentos no local, tanto dos banhistas, que despejam restos do que consomem, quanto de pescadores, que jogam comida para "cevar" antes da pescaria.

Segundo a coordenadora de Fauna e de Recursos Pesqueiros da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Neusa Arenhart, as providências têm que ser tomadas pelo proprietário do restaurante. "O dono tem que alertar os turistas de que há piranhas no local, e alimentos não podem ser jogados na água. O que o Estado pode fazer é dizer para os banhistas não entrarem na água", afirmou.

Por outro lado, a coordenadora concorda que falar para não entrar na água pode afastar os clientes do restaurante. Segundo ela, então, o melhor neste momento é o proprietário se conscientizar e proibir que os alimentos consumidos lá sejam jogados no lago, além de avisar os banhistas. Ela também colocou a secretaria à disposição do restaurante para que seja feito um trabalho de orientação na região.

Outro lado

O proprietário do restaurante, José Carlos Silva, disse que desconhece o ataque das piranhas no local, porém revelou que o estabelecimento foi cercado com grades de ferro para banhistas terem proteção. "Dia 30 foi cercado 30x80 metros em frente ao restaurante. Uma parte pequena, onde os banhistas terão proteção, tanto de peixes quanto de barcos, que estacionam no local. Fiquei sabendo que teve esse ataque, mas não foi aqui, por isso estamos tentando evitar que elas cheguem e ataquem os nossos clientes", disse.

Silva "garantiu" ainda que os funcionários não jogam alimentos na água, porém afirma que próximo ao local existem pescadores que fazem isso para cevar.

Segundo a coordenadora da Sema, cercar o local não é um método muito confiável, já que não há como tirar os peixes do espaço. Caso o ataque continue, devido à falta de alerta do proprietário, a Secretaria vai notificar e investigar o estabelecimento.











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