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11.05.2011 | 12h49


CIDADES

CRM vai pedir intervenção da ONU no Pronto Socorro de Cuiabá

INARA FONSECA  11h20
DA REDAÇÃO

Após reunião ontem à noite (10), na sede do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM), profissionais e representantes da Saúde decidiram não pedir a interdição do Pronto Socorro da Capital. Ao invés da paralisação, a categoria definiu que será escrita uma carta aos órgãos internacionais denunciando a situação dos PSs de Cuiabá e Várzea Grande, além do Hospital de Rondonópolis.

Segundo Arlan de Azevedo Ferreira, vice-presidente do CRM, no encontro os profissionais da saúde concluíram que a interdição ética do Pronto Socorro de Cuiabá não solucionaria os problemas. "A interdição dá conforto à Secretaria de Saúde. Em Várzea Grande, o hospital está interditado e até agora nada foi feito. Ao invés de ser uma medida que transforme o local, é algo que deixa o cidadão mais desamparado ainda", afirmou Arlan.

Na carta, além dos relatos sobre a precariedade da Saúde no Estado, serão anexadas imagens e vídeos relatando o estado de sucateamento em que se encontram os hospitais públicos, principalmente o Pronto Socorro da Capital. A carta será enviada para o Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Saúde, Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) e a Organização Nacional das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o CRM, com as acusações mato-grossenses, o tratamento dado a Saúde no país poderá ser comparado ao de regiões subdesenvolvidas na África. A expectativa da categoria é que na próxima semana a carta já esteja redigida.

Segundo dados do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), atualmente o Pronto Socorro de Cuiabá possui 250 leitos e 144 irregularidades. No último sábado (07), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) transferiu pacientes internados nas UTIs Pediátrica e Neonatal para o HGU por falta de condições.

Recentemente, o Ministério Público Estadual (MPE) também denunciou esquema de cobrança de propina para "furar a fila" de cirurgias e venda de medicamentos dentro do Pronto Socorro. O diretor da Unidade Jair Gimenez foi afastado e cerca de 600 funcionários contratados de forma irregular passam por processo de demissão.

Na semana passada o Sindimed divulgou vídeo em rede nacional que mostra o PS alagado, com baratas e esgoto saindo pelas pias dos banheiros. Procurado pelo RepórterMT o secretário municipal da Saúde, Antônio Pires, em tom arrogante, disse que não "perderia tempo" dando declarações à imprensa.

 











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